Degas

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.
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Edgar Hilaire Germain de Gas ou Edgar Degas nasceu em Paris no dia 19 de Julho de 1834. Foi um pintor e escultor francês, colocado na categoria de impressionista, embora se destacasse entre o grupo pelo caráter realista de suas pinturas, fortemente influenciadas pelo renascimento italiano.


Do ponto de vista fotográfico, Degas era um mestre. O seu fascínio pelas obras de Poussin, Goya, Velázquez e Ingres e o fato de se inspirar nesses "grandes mestres" não o impediram de ser absolutamente inovador em suas obras. Os cortes de cena que usava e os pontos de vista de suas pinturas são características nunca vistas entre os impressionistas. Além disso, Degas se utilizava muito de enquadramentos diferenciados, descentralizados, e com muito uso de diagonais, o que contribuiu muito para seu reconhecimento como o grande Mestre das figuras em movimento. Sua interpretação da luz era magnífica mesmo com seu traçado delicado, o que o diferenciava entre os impressionistas, que usavam traços rápidos e agressivos como os de Monet.


Degas ficou muito conhecido por suas bailarinas, mas também por pintar retratos (individuais e de família), cenas do cotidiano parisiense e cenas domésticas. Grande parte de seus trabalhos encontram-se hoje no Museu de Orsay, em Paris, onde o artista faleceu em 27 de Setembro de 1917.



--Ricardo Azevedo 13:56, 7 Setembro 2007 (PDT)



[editar] Análise da Obra de Degas

Degas começava a aparecer como artista em 1860 produzindo retratos detalhados e originais em sua composição. Entretanto seguia o caminho convencional, que na época significava ter suas pinturas aceitas e expostas no Salão oficial francês. Deste modo pintava o popularmente aceito, Degas pintava grandes peças detalhadas e convencionais sobre tópicos históricos.

Apenas no final da década de 1860 Degas começa a explorar temas considerados triviais e sem nobreza, o que hoje chamaríamos de modernos. Embora as pinturas de Degas aparentem ser espontâneas, elas eram na verdade produções de estúdio cuidadosamente planejadas, construídas a partir de muitos croquis e estudos. Assim, sua arte era do tipo que ocultava sua artificialidade. Suas técnicas eram originais e faziam referência direta à grande moda de gravuras japonesas que influenciou a Europa e à recente arte da fotografia. O enquadramento de seus temas partiam de ângulos incomuns, quase sempre posicionados de forma descentralizada. Não inserindo os objetos periféricos de modo organizado no enquadramento da pintura, fazia cortes diretamente sobre eles. O efeito é o de uma fotografia, capturando um momento fugaz; os objetos semi-aparentes nas bordas do quadro fornecem a ilusão de que a cena continua para além da moldura.


Daniel Motta Possa

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