Debora Smid Rozao
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[editar] Planejamento Fotográfico
[editar] Planejamento
[editar] Execução
A execução de meu planejamento não me foi muito complicado, pois ao planejar a foto, tentei fazê-la o mais viável possível, utilizando utensílios que tinha em casa. No entanto, o mais difícil é pensar que disposição se encaixaria melhor para a foto quando se desenha a mesma anteriormente. Como se pode ver, porém, ficaram bastante parecidas.
[editar] Análise de Planos
[editar] Grande Plano Geral
A imagem vem de uma vista superior, proveniente de um observador que não se encaixa à cena retratada. Nota-se que o observador, além de ver de cima, também está distante, captando a cena como um todo. É um Grande Plano Geral devido a essas características que mantém o observador fora da cena, captando o contexto em geral.
[editar] Plano Geral
O observador, desta vez, por mais que não integre a cena, encontra-se no mesmo nível dos observados, tal qual uma testemunha. O que caracteriza a imagem como Plano Geral é a presença do fotógrafo no mesmo plano que fotografa, mas fora da cena, ainda distante dos fotografados.
[editar] Plano Contra Plongée
Este plano é caracterizados pelo ângulo do fotógrafo em relação ao objeto da foto. O Plano Contra Plongée traz o observador próximo ao objeto, mas em posição inferior ao mesmo, como se o visse de baixo para cima.
[editar] Primeiro Plano
O Primeiro Plano, caracterizado nesta fotografia, é devido à proximidade do fotógrafo ao fotografado, o que lhe dá uma visão a partir do ombro da pessoa. Ele a vê tão de perto que sua visão se limita à sua parte superior, ocupando maior parte de sua visão e tornando-se, com certeza, o objeto principal da fotografia. O contexto já não é tão interessante.
[editar] Super Close (ou Plano de Detalhe)
A imagem não deixa ver o todo, mostra apenas o detalhe que quer que os outros visualizem. Esse tipo de imagem corta partes de objetos ou pessoas, dando enfase a apenas uma parte, como visto na imagem ao lado.
[editar] Cena de um filme que destaca-se pela iluminação
[editar] V for Vendetta (V de Vingança)
Filme marcado por discursos truncados vindos de um personagem ainda mais obscuro, com rosto escondido sob uma máscara durante todo o tempo, conhecido por V, possui um suspense sustentado não apenas pela sequência e intensidade das cenas, como também por uma trilha instigante e uma iluminação que realça seu tom de mistério.
Logo entre os 10 primeiros minutos de filme, V apresenta-se a Evey, protagonista interpretada por Natalie Portman, em um beco escuro, em que a garota é vítima de um cerco de seguranças do Governo por não respeitar o toque de recolher, e o mesmo a salva, como se previsse o ocorrido.
O beco, evidentemente sombrio por sua desertidão e má iluminação, possui apenas leve iluminação nas paredes, para que a cena contextualize-se, ao passo que as personagens recebem maior destaque por outras luzes. Evey, garota ainda sem grande relevância para a história, possui iluminação por todo o rosto, contrastando com a escuridão do restante do beco, como que para realçar sua inocência e pureza. V, por outro lado, possui sempre uma iluminação unilateral, realçando por vezes apenas seu chapéu e queixo avançado, ou metade de face, mantendo a outra metade na penumbra. O contraste de luzes reforça em V seu tom de mistério, levado por todo o filme por meio de suas falas e atitudes, e dá ainda a V, na cena, ar bastante tenebroso.
Assista à cena do filme citada.
[editar] Análise de obras do fotógrafo David Seymour (Chim)
David Seymour, também conhecido por Chim, nasceu na Polônia em 1911, e e adquiriu seu gosto por fotografia por volta da década de 30, enquanto estudava em Paris. Começou a trabalhar por jornalista freelancer em 1933 e realizou a cobertura de eventos como a Guerra Civil Espanhola entre outros eventos europeus. Ao eclodir da Segunda Guerra, alistou-se para realizar sua cobertura. Fora naturalizado estadunidense em 1942, quando seus pais foram mortos por nazistas e tornou à Europa após a Segunda Guerra para documentar a situação das crianças refugiadas para a recém-formada UNICEF. Chim co-fundou a Agência Magnum de fotografia, juntamente com Robert Capa e Henri Cartier-Bresson, amigos que conheceu em Paris e fotografou grandes estrelas de Hollywood, entre elas Ingrid Bergman, Sophia Loren, Kirk Douglas e Joan Collins. Morrera em 10 de novembro de 1956, metralhado junto ao fotógrafo francês Jean Roy, por soldados egípcios, enquanto cobria o armistício da Guerra do Suez.
[editar] Illegitimate Child of a British Soldier (Filho Bastardo de um Soldado Britânico)
A fotografia traz em primeiro plano uma criança em um carrinho de bebê, com aparentemente menos de um ano de idade, coberta por um manto branco que pode remeter à sua inocência, seguida por um fundo de destruição pós-guerra. O campo de batalha, completamente devastado, se estende por metros e metros, sendo desfocado aos poucos, como se para mostrar a imensidão daquele espaço, ao longo da fotografia. A criança ri, como se nada soubesse. O nome, intrigante, leva-nos à reflexão: é um filho que não chegou a conhecer o pai, morto em plena guerra.
[editar] Communion (Comunhão)
Seymour retrata por meio dessa fotografia um costume Italiano, pela religiosidade do país, que é a Comunhão. Nela meninas comemoram, ainda em suas vestes típicas para a ocasião (vestidos rendados e véus brancos), acompanhadas pela música ritmada pela batida de palmas dos que assistem, a consumação da tradição. O centro da imagem traz uma menina que parece girar segurando a mão de uma colega, que também participou da cerimônia. Ao fundo, mulheres que, ao que tudo indica, são as mães das meninas, assistem alegres, como se admirassem a empolgação das pequeninas. À frente, no canto direito, há uma menina aparentemente mais nova, vestida com roupas normais, acompanhando com palmas a empolgação das demais, e embora não vejamos sua face, parece assistir fascinada a algo por que passará em breve.
[editar] Land Distribution Meeting (Reunião de Distribuição de Terras)
O que mais chama atenção na fotografia é a mulher que a toma quase por inteiro: em meio à multidão, amamenta seu filho, que aparenta ter mais de um ano, com a cabeça deveras curvada para cima, a ponto de fazer-lhe deixar a boca aberta. A mulher parece prestar atenção a algo. Seus olhos estão forçados, provavelmente por causa do sol, que bate à lateral de seu rosto, e sua expressão, marcada por uma vida sofrida, já que ao que tudo indica a mesma parece ser integrante do proletariado, não parecem estar contentes com o que vêem e escutam. A fotografia parece ter sido tirada de baixo, e um pouco virada para a esquerda, para realçar a inclinação da mulher para ver o que acontecia. Há duas meninas ao seu lado: uma olha para cima, atenta ao mesmo que a mulher; a outra olha para o fotógrafo, com um olhar nem alegre, nem tão triste, mas estranho a ele e um tanto quanto curioso.
[editar] Ingrid Bergman and her son (Ingrid Bergman e seu filho)
- Seymour, além de ter fotografado as viagens que fez a diversos países, tenham sido estas em períodos serenes ou atormentados, fotografou também alguns grandes nomes de sua época, entre eles a renomada atriz de Casablanca, Ingrid Bergman. Na foto, aparece junto a seu filho, divertindo-se com o mesmo pendurado em suas costas. Ambos parecem estar de frente para uma janela, que dá direção à luminosidade da fotografia. O fundo, aparentemente a casa da atriz, fora ofuscado pelo fotógrafo e o destaque fora dado às duas figuras principais: o filho, que olha para o fotógrafo com ar de traquinagem, e a mãe, que se diverte ao ver a expressão do filho. O fotógrafo inclina a câmera para a direita de modo a centralizar a figura de Bergman e de seu filho, para que não pareçam tão curvados e seu olhares mantenham-se na horizontal.
[editar] Análise de obras do pintor Marc Chagall
Marc Chagall, nascido em uma região hoje pertencente à Rússia em 1887, foi um pintor, ceramista e gravurista surrelista, que iniciou seus estudos em São Petersburgo, indo aperfeiçoá-los em Paris anos depois, em que teve contato com a arte modernista por meio de suas amizades com pintores como Amedeo Modigliani e Guillaume Apollinaire. Fora convocado para a Guerra de 1914 em seu país natal, sendo obrigadao a voltar, e então conheceu Bella, com quem casou-se. Inaugurou uma escola de arte durante o período em que fora comissário das belas-artes russo, de onde se demitira anos depois. Sofreu com o estouro do nazismo na Alemanha, por volta de 1935, e retratou as tensões que sofria, já que era judeu. Ilustrou a Bíblia, o que levou, em 1973, à inauguração do Museu da Mensagem Bíblica de Marc Chagall. Morreu na França, aos 98 anos, em 1985, ciente do reconhecimento de suas obras.
[editar] Eu e a Aldeia (1911)
Assim como os demais quadros de Chagall, a aldeia não busca aproximação com a realidade em sua representação: as figuras são demasiado angulosas e pontiagudas por vezes, estilo bastante aproximado ao cubismo, e por não buscarem a verossimilhança, é normal que não presentem um padrão de sombreamento. O autor, no entanto, se utiliza de luz e sombra para indicar profundidade em sua obra, como podemos ver na disparidade entre a iluminação do rosto do homem e do animal em primeiro plano, e a escuridão nas casas ao fundo, assomado ao degradê de cores que se segue entre ambos, formando diferentes camadas da imagem. Percebemos que todos os angulos mais aparentes, tais como o focinho do animal, o nariz do homem ou o topo da planta que o mesmo segura, apontam para o meio da imagem, em que há um círculo, tornando nosso movimento circular pela imagem toda. Há uma pluralidade de detalhes nos demais planos que mostram outras histórias da “fotografia”, como a cruz no pescoço do homem representando a religiosidade, a mulher ordenhando a vaca indicando o ambiente rural, e as casas ao fundo, algumas, assim como uma mulher perto a elas, retratada de cabeça para baixo sob algo que se assemelha à fumaça, o que poderia indicar alguma interpretação interna do autor a respeito da crise e da guerra que estavam por vir na Rússia.
[editar] Paris pela Janela (1913)
Nesse quadro, Chagall dá a entender a presença de uma luz parcial sobre Paris, e que
invade parte de seu quarto. A luz que sai da lateral direita da pintura percorre de maneira
delimitada a cidade e toda luz e sombra está de acordo com ela: o rosto do homem,
que virado para a luz está claro e do outro lado escuro (azulado); o rosto do gato,
esbraquiçado; a cadeira e as flores também. Devido à cor amarelo ocre predominante no
quadro, podemos entender que o autor tenta retratar um final de tarde na cidade, em que
ela começa a ser iluminada por luzes artificiais.
[editar] Autorretrato com sete dedos
O formato arredondado das formas utilizadas por Marc Chagall em seu autorretrato – claramente cubista – traz certa rotatividade para os olhos do observador: se este olha para o rosto de Chagall, seu nariz o leva ao quadro, que o traz de volta ao rosto por meio da vaca; seus braços formam um movimento quase circular, unidos à sua perna, todos apontando para o canto superior direito da tela. Há forte embate entre luz e sombra, de uma maneira quase realística: a luz vem do canto superior direito, deixando a parte inferior esquerda do pintor escura, assim como a parte posterior de seu braço esquerdo. Vemos por meio do quadro a história do pintor que, vindo de uma cidade campestre, representada em sua pintura, está em Paris – representada pela Torre Eiffel ao fundo da janela.













