Cor aprendida vs. Cor apreendida
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[editar] Relação entre cor e luz
Quando Yuri Gagarin avistou a Terra do espaço, a primeira coisa que notou, foi que o planeta é azul. Sem dúvidas, a cor é uma das características que mais chamam a atenção ao se olhar para um objeto desconhecido. Na fotografia, é fundamental saber trabalhar as informações que as cores podem transmitir.
A Cor não é constituída por si só. A Luz é a grande responsável por vermos o mundo colorido: folhas verdes, maçãs vermelhas e planeta Terra azul. No entanto, as cores que aprendemos serem dos objetos podem ser diferentes das que apreendemos.
[editar] Tons
Os tons das cores que vemos são como uma ilusão de ótica: as cores são o que a luz nos permite ver. A luz do Sol é percebida por nossos olhos como branca, mas, na realidade, significa que todas as cores estão reunidas.
Cada cor possui um número infinito de tons, que são apreendidos por nós, quando se presta mais atenção a detalhes. Assim, aprendemos que o céu é azul[1]. Mas, se observarmos melhor, apreenderemos que existem vários azuis compondo-o. À direita, tons mais fortes e à esquerda, mais suaves. As nuvens, brancas, também têm vários tons, que colaboram para formar texturas de algodão.
Muitas vezes, generalizamos os tons de cores. Azul turquesa, marinho, bebê, são chamados de simplesmente "azul". Há quem eduque o olhar para enxergar mais. Diante da infinita gama de cores da natureza, o olhar experiente de um pintor ou fotógrafo é capaz de notar no primeiro relance quais seus componentes, composições, graus de pureza, luminosidade.
[editar] Fatores que induzem a diferentes interpretações das cores
Fontes de luz
Uma pequena mudança já faz com que as cores sejam interpretadas de outra maneira: a troca de lâmpadas para economia de energia. Na lâmpada fria, os objetos tendem a ficar mais azulados ("cores frias"). A lâmpada comum, por sua vez, deixa as cores amareladas ("quentes"). Lâmpadas fluorescentes possuem dois eletrodos que são responsáveis pelo fornecimento de energia, e têm sua parede de vidro revestida por um composto à base de fósforo que na presença de radiação U.V. absorve-a, emitindo um comprimento de onda equivalente à luz “branca”, que está na faixa do visível para o olho humano.
Dentro da lâmpada existe mercúrio, que na presença de uma diferença de potencial gerado pelos eletrodos e a baixa pressão se vaporiza e é excitado levando-o a um estado energético mais elevado absorvendo essa energia, liberando-a na forma de luz U.V..
Já nas lâmpadas incandescentes, a luz é gerada pela passagem de corrente elétrica por um filamento de tungstênio, liberando calor e luz. Essa luz possui um comprimento de onda (freqüência) diferente da luz branca emitida pelas lâmpadas fluorescentes tendo uma cor mais amarelada.
Então, como a cor dos objetos varia de acordo com a luz que o objeto retém, se as luzes emitidas possuem características diferentes umas das outras, as cores observadas em relação ao objeto serão diferentes. Uma vez que a cor observada é todo aquele comprimento de onda que não foi absorvido pelo objeto.
Se já denominamos um objeto como de tal cor, por exemplo branco, o cérebro por vezes pode apenas enxergá-lo assim, parecendo azul quando na verdade pode ser um tom de cinza. É por isso que pode ocorrer que o cérebro não reconheça diferenças de cores sob luzes diferentes, como a de velas e a luz do dia. Embora tenham recebido uma exposição correta, há fotos que se prejudicam porque a câmera captura a cor literal, que por vezes não corresponde à cor vista pelo fotógrafo.
Proximidade do objeto
As distâncias que tomamos para observar objetos também engana os olhos. Se observarmos uma roupa vermelha de perto, veremos que ela possui pequenos poros escuros entre os fios que se entrelaçam para formar o tecido, porém, ao nos afastarmos, a peça aparenta ser unicamente vermelha. Afinal, cor pura não existe (as cores se interpenetram na passagem de uma para a outra no raio solar).
O processo com fotografia é parecido. Ao aproximar uma imagem no computador, podemos nos deparar com infinidades de tons. São poros de luz absorvida e refletida de maneira diferente. Por exemplo, a unidade vermelha absorve todas as cores exceto o vermelho, refletindo-o. Assim, a mesma roupa vermelha tem outros tons também, que em sua totalidade geram a ilusão ótica de que a roupa é vermelha.
[editar] Aprendemos assim
Muitas cores têm associações e representam coisas, como o céu que é azul e o fogo, que é vermelho. Ou ainda, a neve branca e amor que é vermelho. Na verdade, muitas dessas representações são fatores culturais, como o luto é representado em alguns países pelo preto, como no Brasil, enquanto que em outros, é branco, como no Japão. Para nós, a neve é simplesmente branca enquanto que para os inuits, há 30 tipos de cores de neve.
Aprendemos que o céu é azul, tanto que assim o desenhamos quando somos pesquenos, mas por vezes não é bem desse jeito:
E o fogo, teoricamente laranja e vermelho, pode ser azul:
Através dos exemplos pode-se ver a infinidade de tons apresentados, que parecem até mesmo cores diferentes quando analisados por nossos olhos. Dessa forma temos o azul-claro, o azul-escuro, o asul-bebê, o azul-piscina e outros vários que são apreendidos por nós.
Bianca Sakai
Viviane Mieko Ito


