Circe Alfredo Bonatelli Neto

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Tabela de conteúdo

[editar] TOP 10 ECAFOTO

1.Ipanema

Os pontos fortes dessa imagem são as cores e o dinamismo. A praia retratada em tons verdes demonstra que o conceito de cores quentes e frias não é absoluto. Já quanto aos personagens, apesar de quase transformados em silhuetas, são responsáveis pela forte sensação de movimento.

2.Groselha

A boa capacidade técnica dessa foto foi premiada com a imagem revelada. Ao congelar a cena do copo com groselha e seus pingos em movimento, o fotógrafo ofereceu aos nossos olhos uma imagem que nunca poderíamos ver sem o seu auxílio.

3.Surreal

Desconstrução do referente e abstração. A imagem tem cores atraentes e desafia o olhar diante das formas desconhecidas.


4.Peitos 5.Portillo, Chile 6.Goteborg-army-or-not 7.Light 8.Garça 9.Auto-retrato 10.Esse é o Dan...

[editar] ENQUADRAMENTO

[editar] Exemplos de Foto Nhé

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A cena é legal, mas a foto não. Os olhos enquadrados no centro deixam uma imensa e desinteressante testa sobrando na metade superior da foto, enquanto o detalhe da boca suja (bacana!) fica rebaixado. As cores também deixam a desejar - há uma tendência leve para o azul, causando estranheza. Por fim, a baixa qualidade técnica da imagem sofre ainda pelas granulações sobre a pele da criança.


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Neste caso, faltou explorar a perspectiva. Para isso, seria necessário apanhar as linhas diagonais desenhadas pelas árvores e dar-lhes mais evidência. Usar o desfoque nas árvores mais distantes também era uma possibilidade. Outra coisa que incomoda é o cenário do lado esquerdo, onde um estacionamento (que nada acrescenta de útil) ocupa muito espaço.

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No Flickr, essa aqui aparece como NHé. Mas não é ruim. O enquadramento está adequado para apresentar um rapaz com o coco na mão (a falha está na mão cortada). Ao preferir o ângulo de-baixo-para-cima, o fotógrafo engrandece bem o sujeito, tornando-o apto a lidar com a natureza bruta, de cores fortes. Ah, e também faltou um flash para tirar da penumbra o rosto do cara.

[editar] REFERÊNCIAS

[editar] Fotógrafo: Robert Mapplethorpe

Robert Mapplethorpe nasceu em 1946, Long Island-NY, EUA.

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Obteve bacharelado em artes (B.F.A.) no Pratt Institute, Nova York, um dos centros nacionais de referência pelo ensino de artes, design e arquitetura. Lá, desenvolveu montagens a partir de fotografias retiradas de livros e revistas, revelando sua inclinação pela pop art, inspirado pelos expoentes da área como o pintor e cineasta Andy Warhol.


Os primeiros cliques fotográficos vieram um pouco depois, com o objetivo de fundi-los à pintura no início de sua carreira. A princípio, fez questão de enfatizar: “Eu nunca gostei de fotografar. Eu gosto é do objeto. Eu gosto das fotografias quando você pode segurá-las na sua mão”.


Munido de uma Polaroid, Mapplethorpe fez uma série de retratos próprios e da amiga, a cantora Patti Smith. Mas só nos anos 70 é que a fotografia assumiu a dianteira de suas metas expressivas. Recorreu a uma câmera profissional e passou a fotografar a esfera social dos amigos. Podemos citar aqui compositores, socialites, estrelas de filmes pornôs e membros do cenário artístico underground.


Algumas dessas imagens chocaram pelo conteúdo e pela excentricidade técnica. Em entrevista ao periódico Art News, tempos depois (1988), ele afirmou: “Eu não gosto da palavra chocante. Eu estou buscando o inesperado. Estou à procura de coisas que nunca vi antes. E naquele momento, eu estava numa posição que me permitia tirar aquelas imagens. Me senti na obrigação de fazer isso”.


Durante os anos 80, a produção de Mapplethorpe passou por uma espécie de refinamento, com mais atenção ao objeto e à beleza formal clássica. Neste período, se concentrou nas imagens corporais masculinas, nus femininos, flores de aspecto delicado e retratos de artistas e celebridades. Quanto ao aspecto formal, procurou inovações no campo da fotogravura, PB e Polaroids coloridas.


Baseado no equilíbrio e rigor técnico, o fotógrafo alcançou uma carreira sólida, sendo considerado um dos grandes nomes do século 20. Em 1987, ele estabeleceu a Robert Mapplethorpe Foundation, encarregada de disseminar a arte fotográfica e arrecadar fundos para pesquisas médicas e projetos de combate ao vírus HIV.


Fontes:
Mapplethorpe.Org
Pratt Institute

[editar] Pintor: Pierre Auguste Renoir

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(Na ordem: La balaucoire, La colazzione dei canottieri e La Moulin de la Galette)

Renoir nasceu em Limonges, no dia 25 de fevereiro de 1841. O pai era um alfaiate que se mudou para Paris onde o jovem artista, aos quatorze anos, entrou como aprendiz numa firma de pintores de porcelana. Seu talento natural para as cores recebeu nova direção quando ele passou nos exames para a Ecole des Beux-Arts, ingressando no ateliê Charles Gleyre onde conheceu outros jovens pintores que, mais tarde, seriam rotulados impressionistas.


Os primeiros trabalhos desses rapazes foram ridicularizados pelas instituições artísticas parisienses e tiveram sua exposição recusada pelo Salão oficial. Para sobreviver, Renoir pintava retratos convencionais, mas também expunha suas obras rejeitadas pelo Salão no Salon des Refusés.


Pintor francês que, junto com Monet, amigo pessoal, formou o núcleo do grupo impressionista. Uma visita à Itália, entre 1881 e 1882, inspirou-o a buscar maior consistência para sua obra. As figuras tornaram-se mais imponentes e formais, e muitas vezes abordou temas da mitologia clássica. Nos seus últimos anos de vida, também dedicou-se à escultura, com o auxílio de assistentes.


Embora Pierre Auguste Renoir fosse um dos fundadores do Impressionismo e um pintor e um pintor revolucionário, sua verdadeira ambição, descoberta somente em 1881 quando esteve na Itália, era ser um artista em grande estilo renascentista, como Ticiano. Antes disso, sua pintura era decorativa, com uma delicada percepção de cor que havia desenvolvido como aprendiz de pintura em porcelana.


No ateliê Gleyre, Renoir fez amizade com Claude Monet e os dois começaram a pintar juntos, principalmente em Argenteuil, perto de Paris, onde Monet tinha uma casa que se tornou ponto de encontro desses novos pintores.


Em 1874, cansados de serem rejeitados pelo Salão, vários desses artistas, inclusive Renoir, Monet, Sisley e Berthe Morisot, organizaram sua própria exposição. Renoir incluiu sete quadros nesta mostra, que não foi um sucesso financeiro mas deu aos pintores o nome de "Impressionistas", termo que no início era usado como uma forma de ridicularizá-los.


Na segunda Exposição Impressionista, em 1876, Renoir apresentou 15 trabalhos. Neste período, seus quadros estavam agradando cada vez mais, como Madame Charpentier e suas filhas alcançando um enorme sucesso no Salão em 1879.


Aí aconteceu a sua viagem à Itália, em 1881. Ele ficou tão impressionado com o trabalho dos renascentistas italianos que chegou à conclusão de que nada sabia de desenho, e muito pouco de pintura. A parti daí, firmaria o seu traço e abandonaria aos poucos a maneira impressionista de aplicar as tintas em pequenas pinceladas, passando a usar o método tradicional de espalhá-las em camadas e vernizes.


A visita de Cézanne em L'Estaque, perto de Marselha, ao voltar da Itália par casa, confirmou esta sua nova abordagem. Cézanne havia rompido com Impressionismo para desenvolver um rígido estilo estrutural próprio. Renoir, então, concentrou-se em criar as suas próprias e novas técnicas. Seu Guarda-chuvas, pintado durante vários anos, no início da década de 1880, foi uma composição formal cheia de planos de cores e com rígida estrutura de um quadro de Cézanne


Percebendo que traço firme e riqueza de colorido eram coisas incompatíveis, Renoir concentrou-se em combinar o que tinha aprendido sobre cor, durante seu período impressionista, com métodos tradicionais de aplicação de tinta. o resultado foi uma série de obras-primas bem no estilo Ticiano, assim como de Fragonard e Boucher, a quem ele admirava. Os trabalhos que Renoir incluiu em uma mostra individual de 70, organizada pelo marchand Paul Durand-Ruel, foram elogiados, e seu primeiro reconhecimento oficial veio quando o governo francês comprou Ao Piano, em 1892.


Em 1885 nasce Pierre, filho de Renoir e Aline Charigot, há muito tempo sua amante e modelo. Três anos depois, visitando Cézanne em Aix-en-Provance, Renoir descobriu Cagnes que passou a ser sua residência de inverno quando começou a sofrer de artrite e reumatismo. Passava longos períodos no sul com Aline, agora sua esposa, somando à família mais dois meninos: Jean, nascido em 1894, que seria um dos maiores diretores de cinema na França, Claude (Coco), nascido em 1901. A casa em Cagnes, Les Colletes, que Renoir construiu em 1907, se tornou um importante refúgio para o trabalho e a vida doméstica.


Piorando da artrite, Renoir sentia cada vez mais dificuldades para segurar os pincéis e acabou tendo que amarrá-los às mãos. Começou também a esculpir, na esperança de poder expressar seu espírito criativo através da modelagem, mas até para isso ele precisou de ajuda, que veio na forma de dois jovens artistas, Richard Gieino e Louis Morel, que trabalhavam segundo suas instruções.


Apesar das graves limitações físicas, Renoir continuou trabalhando até o último dia de sua vida. Sua grande tela exposta no Louvre, As Banhistas, foi terminada em 1918. Em 1917, ele recebeu a visita de um jovem pintor chamado Henri Matisse, que estava destinado a transportar suas idéias sobre cor a uma nova era. Renoir morreu em Cagnes, no dia 3 de dezembro de 1919, aos 78 anos, e reconhecido como um dos maiores pintores da França.


Fonte: Pintores Famosos

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