Camila Fernandes Takemoto
Aluna: Camila Fernandes Takemoto
Curso e Período: Relações Públicas - Noturno
Nº USP: 6440343
Tabela de conteúdo |
[editar] CRP - 0337 - Produção Gráfica
[editar] Exemplos de "bom" e "mau" Design
[editar] "Bom" Design
Pensando no conceito de Design, imagino que este deve servir para trazer para as coisas úteis e comuns algo além de seu objetivo. No caso de uma peça impressa, por exemplo, seria trazer a informação a ser transmitida com algo a mais - seduzir o leitor, por exemplo, ou "embalar" a mensagem de forma mais atrativa, mais bonita, e portanto, mais efetiva.
"Figure 8", Elliott Smith.
"Metropolis", de Fritz Lang (1927). Poster de Boris Bilinsky.
Já para itens de design, funciona mais ou menos da mesma forma: como fazer com que um simples item do dia-a-dia possa ser mais atraente? Como agregar valor, ou ainda, inserir novos conceitos num objeto ou utencílio, sem prejudicar a sua função principal?
Uma marca de utencílios de cozinha, a Joseph Joseph, faz sucesso ao aplicar conceitos de Design aos utencílios que fabrica, tornando-os não apenas mais bonitos, mas utilizando o design em sua produção para torná-los mais práticos, ou ainda, melhores do que os utencílios comuns que oferecem a mesma funcionalidade:
O Stretch™, da Joseph Joseph. É um aparador para panelas expansível, facilitando o seu armazenamento.
O Nest 8™, da Joseph Joseph. São 08 intrumentos diferentes para a preparação de alimentos, que se encaixam entre si para facilitar o armazenamento.
[editar] "Mau" Design
Já o mau design está representado por peças que não são necessariamente feias, mas que não cumprem a sua função inicial de encaminhar a mensagem ou exercer a sua função com precisão ou ainda que o design da peça impeça o seu funcionamento pleno:
Banca Calypso.
"Judy Moody and the not Bummer Summer"(2011).
"Labor Pains"(2009).
E não precisa ser uma peça ou obra necessariamente ruim para ter um design ruim:
E não podemos esquecer de um dos melhores exemplos da "não-funcionalidade":
O que mostra que muito do que usamos todos os dias não foi criado no auge de suas possibilidades em matéria de design.
[editar] Harmonia e Equilíbrio
[editar] Harmonia e Desarmonia
A Harmonia não deve vir necessariamente da tranquilidade. Podemos observar exemplos de harmonia em peças que não são necessariamente equilibradas, ou possuem um esquema de cores que podem estar combinadas de maneira não convencional. O importante é que a peça, em sua unidade, consiga entregar a idéia, e ainda de preferência agregar novas, à mensagem a ser passada. Seguem alguns exemplos de harmonia:
"The Tree of Life"(2011).
"Stalker"(1979), de Andrei Tarkarski. Poster de Jean-Michel Folon.
Keith Richards para a campanha "Louis Vuitton Journeys"(2011). Note como a imagem não parece harmônica ao início, porém todos os pontos da cena contribuem tanto para a ambientação quanto para contar uma história de vida, que é o objetivo da campanha da marca, que liga a história de vida de personalidades marcantes, como Richars, os Coppola (Francis Ford e Sofia), Sean Connery, entre outros.
"Dr. Fantástico"(1964), de Stanley Kubrick. Apesar de apresentar o conteúdo de forma desorganizada, a disposição dos itens e o jogo de cores beneficia a imagem e deixa harmônica.
Não podemos dizer o mesmo de um cartaz do mesmo filme, porém em italiano:
Também "Dr. Fantástico"(1964). Neste caso, existe uma sobreposição de informações que prejudica o entendimento total do poster. Além disso, também é possível observar que as imagens não 'ornam' entre si, fazendo com tenhamos a impressão de estarmos olhando para uma grande colcha de retalhos.
Além do exemplo acima, existem também outros casos que apresentam a desarmonia, seja pelo excesso de informação, pelo uso incorreto das cores, pela disposição indevida das idéias na peça, etc. Os exemplos abaixo apresentam um ou mais problemas dispostos.
Anúncio Apple de 1979. O excesso de informações no anúncio acaba tirando a sua atenção da idéia principal, que é, obviamente, a de comrpar um computador. Este é um dos primeiros anúncios publicados pela Apple; continuamente, a empresa foi modificando sua linguagem publicitária para que esta reflita cada vez mais os pilares de design e simplicidade da marca.
O anúncio da Apple de 1981, "Thomas Edison", sofre das mesmas caractrísticas, no entanto, já podemos observar uma melhora significativa, uma 'limpeza' por assim dizer, na comunicação da marca.
"Feitiço Havaiano (Blue Hawaii)"(1961). O poster possui diversos pontos negativos, como o excesso de cores e informação, a falta de equilíbrio entre os pontos da imagem e ainda as diferentes fontes utilizadas.
[editar] Equilíbrio e Desequilíbrio
No caso do equilíbrio, temos a estabilidade, que não necessariamente, conforme apontado em sala de aula, deverá significar a simetria tão somente. Este pode estar aparente em peças com bom uso de cor, de ambiente, ou de elementos que se contrapoem e criam imagens interessantes. Podemos ter o equilíbrio da semelhança, mas também podemos ter o equilíbrio do contraste:
"Sangue Negro"(2007). Observa-se o equilíbrio através do contraste.
Site da cerveja Guinness. A pégina equilibra as cores e atributos da marca no design do website. As cores são harmônicas, e o interesse do espectador é voltado totalmente ao produto.
Anúncio dos anos 60, desenhado pelo próprio autor do cartoon, Raymond Savignal. A imagem usa bem as cores e faz bom uso do espaço.
"Taxi Driver"(1976), de Martin Scorsese.
Também da campanha da Louis Vuitton, o anúncio com Gorbachev tem equilíbrio não apenas em sua disposição; tanto a mensagem primária quanto a secundária, ou seja, tanto o que vemos em primeiro plano quanto o que vemos em segundo plano é igualmente importante.
Cartaz para o festival de Cannes de 2011; além de apresentar o equilíbrio na escolha de cores, o trabalho com as fontes e a disposição das informações deixa a peça ainda mais interessante, além do layout semelhante entre a fonte do "64" e a Atriz Fye Dunawey.
Anúncio Reebok "Pop Classic"(2000), de John Hegarty. O anúncio traz o equilíbiro da mensagem, das cores, e da disposição -- apenas o ponto de interesse bem ao centro.
Já para o Desequilíbrio, seguem exemplos de peças que pecam ou pela disposição, ou pelo foco da peça em locais distintos e que Além do exemplo acima, existem também outros casos que apresentam a desarmonia, seja pelo excesso de informação, pelo uso incorreto das cores, pela disposição indevida das idéias na peça, etc. Os exemplos abaixo apresentam um ou mais problemas dispostos.
Primeiro Poster do festival de Cannes
"Chinatown"(1974), de Roman Polanski. Poster de Jim Pearsall.
Haagen Daz ‘Lose Control’(1991), de John Hegarty.
"Guerra dos Mundos"(1953)
[editar] Gravidade
Exemplo de imagens que desafiam a gravidade: