Arthur Mazzi dos Santos
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[editar] Edwar Hopper
Edward Hopper é um pintor que utiliza muitos elementos geométricos retangulares e quadrados. A luz é bastante constante também. Diversas obras deste artista contêm janelas e a luz do sol adentrando um cômodo, ora vazio, ora com uma ou poucas pessoas. A luz pela janela, a pouca quantidade de pessoas, bem como a expressão destas contribuem para o ambiente melancólico e solitário das imagens. O pintor não utiliza grande diversidade de cores em suas telas e alguns temas são recorrentes, como os hotéis, ferrovias, quartos, ruas, entre outros. Hopper nasceu em 1882, no dia 22 de julho, em Nova Iorque e faleceu com 84 anos no mesmo estado norte-americano, em 15 de maio de 1967.
Algumas obras do pintor:
Nighthawks (1942) - [1] Esse quadro é considerado um dos mais famosos do pintor. Diferente de grande parte de sua obra essa imagem acontece no período noturno. É bem claro o uso dos ângulos retos e da luz atravessando janelas, fazendo diversos efeitos de luz e sombra. A melancolia se apresenta nas pessoas dentro do bar com pouca expressão, como se fosse o fim de um dia de trabalho, e pelo vazio das ruas.
Chair Car (1965) - [2] A pintura se passa em dentro de um vagão, com poucas pessoas, e todas elas desacompanhadas. Uma senhora admira um livro enquanto é admirada por outra mulher. Outras duas pessoas solitárias à frente no vagão completam os personagens. Novamente o pintor trabalha com luz e sombra, com a luz do sol atravessando as janelas e tocando algumas partes do interior do transporte. Por ser um lugar sem muitas opções do que fazer, o tom melancólico fica evidente na ausência de ação retratada por Hopper.
House by the Railroad (1925) - [3] Um tema recorrente nas telas de Edward Hopper é a ferrovia. Nesta, a ferrovia passa próximo a uma casa sem construções vizinhas. O vazio representado ao redor da casa traz uma ausência de companhia humana e mesmo natural, já que não há nem sequer uma árvore ao lado da casa. Como de costume a pintura possui janelas, jogo de luz e sobra, muitos ângulos retos e um dia pela manhã, com o tradicional clima triste e solitário.
Summer Interior (1909) - [4] Nesta imagem a luz que sempre marca as janelas das pinturas está menos evidente. Ao invés de aparecer a janela e a luz passando por ela aparece apenas a forma que a luz marca no chão do quarto ao ser filtrada pela janela. No quarto apresenta-se uma mulher sentada no chão sobre um lençol ainda parcialmente sobre a cama desarrumada, como se estivesse acabado de acordar, ou como se nem tivesse conseguido dormir. A expressão corporal da mulher sozinha traz sentimentos de tristeza, desapontamento, fracasso, como se estivesse abandonada, em um momento, até por ela mesma.
Room in New York (1932) - [5] Esta obra mostra um casal dentro de um apartamento visto por uma grande janela. É noite, a luz da sala ilumina os dois. O homem lê um jornal e a mulher apóia-se em um piano tocando despretensiosamente com uma das mãos. Parece uma típica situação de fim do dia, com um tanto a mais de cansaço no homem e de tristeza na mulher. O efeito de contraste entra o amarelo da parede e o vermelho da roupa da mulher e da poltrona é bem evidente, chamando atenção para os dois lados do quadro. A pequena parte cinza de fora da janela também é essencial para localizar melhor onde se passa a cena.
[editar] Josef Kouldelka
Josef Kouldelka nasceu em 1938, na Tchecoslováquia. Fotógrafo, sempre tirou fotos em preto e branco. Em alguns casos suas fotos possuem representação de movimentos, muitas vezes retratam guerras e conflitos, às vezes mortes, e situações comuns.
Relógio - [6] A imagem trabalha uma perspective de primeira pessoa, mostrando claramente que a cena é vista por um observador que consulta seu relógio de pulso. Ao fundo vê-se uma grande avenida, marcada pelo trilho do bonde, que termina em um grande prédio de modelo arquitetônico antigo. Os dois lados da avenida são preenchidos por edifícios de quatro, ou cinco andares, e árvores na calçada durante todo o percurso. A escolha do ângulo da foto valorizou o comprimento e a largura da avenida, proporcionando uma boa visão da construção ao fundo. O relógio em primeiro plano também chama a atenção dos olhos, e atrai para a curiosidade de ver que horas eram, e o que elas explicariam na foto.
Velório - [7] A cena se passa em um pequeno quarto, com um corpo feminino deitado em um caixão destampado. Ao redor, muitas pessoas observam a mulher deitada. Alguns com rostos tristes, outros com um tom mais de preocupação. Mais perto do fotógrafo existem algumas crianças, que, com suas expressões perdidas, não pertencem àquele lugar. O efeito da luz que vem da única janela do cômodo deixa as pessoas iluminadas de modo desigual e em algumas partes da foto, como a parede ao fundo, a imagem se assemelha com uma pintura. Novamente como a foto do relógio de pulso, as pessoas ao redor do caixão deixam o centro e o fundo em evidência, como os prédios e a avenida no quadro anterior.
Tanque de Guerra - [8] Pela posição do fotógrafo, não se vê quase nada do tanque de guerra, exceto pelo seu canhão e um pequeno pedaço da parte frontal. A frente do tanque se encontra uma avenida com muitas pessoas. Quanto mais perto do tanque, mais as pessoas se afastam do centro da rua, e ao longe as pessoas estão espalhadas por todo o espaço. Com a chegada da máquina do exército, todos admiram e muitos comemoram com os braços pra cima. A escolha de uma lateral preenchida e o centro aberto é feita novamente pelo fotógrafo, porém desta vez o destaque está para a grande arma ao centro, contando com o detalhe das comemorações ao lado.
Mergulho - [9] A foto chama atenção instantaneamente pela posição do homem ao centro, parecendo um pássaro voando.. A cena se trata de um mergulho de uma altura considerável em direção a algo que parece ser um grande lago. A imagem ainda conta com dois detalhes diferenciais: um pequeno pedaço da superfície de onde o homem saltou; e a combinação da posição do mergulhador no alto se misturando com a linha do horizonte, deixando abaixo de seus braços toda a cena e acima o céu sem nuvens.
Salto - [10] A cena da imagem é um home vestido de terno durante um salto. Aparentemente o salto foi do chão para cima dando uma volta de 360 graus para trás. Próximo ao saltador existem algumas pessoas rindo e observando do lado direito, e no lado esquerdo alguns balões com uma silhueta escura ao lado vestindo uma cartola e olhando para o chão. Ao fundo da foto, devido à posição do fotógrafo, encontra-se o céu atrás do homem que salta e prédios mais aos cantos, deixando bem nítida a posição do homem ao centro. O foco está nesta cena do primeiro plano, mas ao fundo há um detalhe de um outdoor cortado pela metade que possui um desenho de um pássaro voando, exatamente enquanto o homem parece voar na imagem.
[editar] A luz na cena do filme "Se Beber Não Case"
([11])
Na cena do filme “Se Beber Não Case” os quatro personagens principais estão no alto de um prédio ouvindo um deles discursar. Quando a câmera focaliza Alan discursando podemos perceber grande iluminação atrás dele, vindo do próprio terraço e da cidade ao fundo. No ator, várias luzes incidem em alguns ângulos. Uma luz vermelha o ilumina pela frente. Pela direita da tela, uma luz branca, um pouco amarelada, vindo um pouco por trás. Pela esquerda da tela surge uma luz mais azulada e bem lateral. Assim, as luzes laterais delineiam bem a silhueta do ator, dividindo os lados em cores diferentes. É possível também que haja uma luz branca vindo de sua frente pra não ficar muito vermelho, e clareá-lo melhor.
[editar] Planejamento de Foto
O planejamento inicial era de uma mão desenhando o próprio planejamento em que ela apareceria, um tipo de metalinguagem da fotografia. Porém poderia ficar confuso a junção de imagens. Sendo assim o planejamento foi alterado para a visão da câmera “olhando” o retrato dela sendo feito. A ideia é representar a sensação de observar alguém fazendo o seu retrato, avistando o traçado e a figura formada. A luz era proveniente da janela próximo ao local da folha, à frente, um pouco para a esquerda. O recorte foi feito para destacar as expressões da boca, os dedos segurando o lápis e o desenho na folha, separando o primeiro terço da esquerda (e segundo de cima para baixo) para a mão, e o terceiro (e primeiro de cima para baixo) para o rosto. Os terços de baixo, no canto esquerdo e centro ficaram para o desenho, evitando a centrlização como padrão.
[editar] Planos
Plano Americano[14]: O homem é recortado na altura do joelho e muitos outros elementos aparecem no plano. O telefone, o computador, os papeis na parede, a ercrivaninha, etc.
Plano Médio[15]: O plano enquadra elementos suficientes para identificar a cena. O mural ao fundo cheio de folhas, o pedaço do monitor e a pose de quem tecla ajudam a contextualizar a cena rotineira de trabalho.
Close-up[16]: Neste close-up, a foto ainda encaixa uma pequena parte do nonitor para dar mais informações a quem olha a foto, mas basicamente, a foto é o rosto e os ombros.
Close-up 2[17]: Nesta foto vemos apenas o rosto. O reflexo da tela no óculos é o maior indício de que ele está ao computador no momento da foto.
Plano Detalhe[18]: Aqui a cena já está bem aproximada, dando ênfase apenas no olhar do homem ao computador. Apenas o olhar fixo indica que ele está prestando atenção em algo.