Ansel Adams
Ansel Adams é um fotógrafo americano cujas fotografias são, em sua maioria, de paisagens dos parques nacionais dos Estados Unidos. Outra característica de seu trabalho é a captura dessas imagens em P&B. Adams era um fotógrafo que trabalhava muito tecnicamente, conhecia detalhadamente as possibilidades de uso das câmeras e preferia aquelas que possuíam mais controles manuais, o que lhe proporcionava maior controle quanto ao estilo de imagem que queria captar.
Ansel Adams produzia fotografias em que tudo a sua volta parecia estar sob seu controle, apresentando um imenso cuidado estético e de observação. Mesmo uma fotografia de coisas simples do cotidiano, como utensílios de cozinha, ganham uma cara nova em Still Life [1]. Suas fotografias mostram a insignificância humana em relação à natureza. Um bom exemplo dessa característica é o nascer da lua no Novo México em que um céu, extremamente escuro, toma a maior parte da fotografia, parecendo opressivo em relação à pequena aldeia abaixo de si.
Em algumas de seus trabalhos, Adams parece transformar uma coisa em outra. Em uma fotografia que retrata alguns cumes, as rochas parecem assumir a textura do céu e mimetizarem-se com ele. As raízesde uma grande sequóia transformam-se, de maneira assustadora, em mãos. A árvore parece literalmente feita de neve em Oak Tree . Em Lake Glacier National Park, impressionantemente, a água parece tornar-se céu ao refleti-lo e os montes ao fundo parecem sumir ao poucos, dando a impressão de que a paisagem está se esvaindo.
Há algumas fotografias em que a busca por um contraste marcante fica clara, como em Oak Tree, em que o contraste entre a cor do fundo e das folhas cobertos por um branco interminável e o tronco em preto torna a imagem única, e em Dogwood Blossoms, em que há flores muito brancas sobre um tronco que mal podemos ver.
A maioria das fotos dele utiliza enquadramento em grande plano geral; isso pode ser observado em The Tetons and the Snake River , em Moonrise, Hernandez, New México e em North Palisade from Windy Point . Há algumas em macro, como a raiz de sequóia. Em uma de sua fotos ele utiliza um recurso de enquadramento interessante: o portal que antecedia a igreja serviu de objeto limitante para o campo.Se a foto fosse tirada de alguns metros mais para trás, perderia sua peculiaridade.
Daniela Carol Moniwa Reis
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[editar] Análise das imagens
[editar] Estrada do Deserto de Nevada
A primeira coisa que impressiona ao olhar para esta imagem é a perspectiva sob a qual foi tirada, que dá a idéia de infinito. O grande plano geral, utilizado para enquadrar dá essa sensação. A estrada encontra-se deslocada um pouco à direita, e as nuvens estão todas dispersas nos terços superiores. Há a interessante divisão: terços superiores e inferiores estão bem iluminados, enquanto os do meio estão bem escuros, o que destaca os inferiores e superiores (como se fosse uma estrada levando ao céu). Não há cores, já que é uma foto em preto e branco, mas a concentração maior ou menor de luz e sombra desenha texturas nos objetos fotografados. As nuvens, por exemplo, parecem macias com toques escuros no meio das mesmas e brancura, que contrasta com o céu negro. A luz utilizada parece ser natural. Ansel deve ter esperado uma nuvem encobrir o Sol, à esquerda para bater a foto, e ter o efeito da key light. Essa luz da esquerda para direita deixa as nuvens com aparência de movimento. Há também presença de luz de preenchimento.
[editar] Church, Taos Pueblo
Ansel optou pelo plano geral para fotografar a igrejinha. O enquadramento é interessante, porque a parede da frente forma uma espécie de moldura para a igreja detrás, mais especificamente para a porta. O ângulo foi bem pensado, porque dependendo do jeito que ele tirasse a foto, a cruz da igreja atrás poderia ficar encoberta, por exemplo. A cruz deslocada para a direita, faz com que haja um dinamismo na imagem, uma idéia de continuação. A luz está às costas dele, pois podemos ver arranhões e texturas ásperas das paredes. As partes escuras e sujas das paredes colaboram com a estética da foto – jogo de luz e sombra.
[editar] Jeffrey Pine, Sentinel Dome
A árvore retorcida no plano geral dá uma sensação de movimento e desespero. A impressão que dá é que ela tenta alcançar a pedra, onde se encontra sua sombra. A iluminação do Sol, vinda da direita para a esquerda, por trás da árvore, auxilia na composição do tom dramático da cena. O fundo nos dá o contexto de onde a foto foi tirada: em cima de uma superfície alta. A textura das rochas e do solo está bem definida, mais uma vez pelo jogo de luz e sombra bem aplicado por Ansel.
[editar] Moonrise, Hernandez
O grande plano geral mostra a imensidão do céu escuro do Novo México. Esta é a foto mais famosa de Ansel Adams. Em ambientes escuros, o tempo de exposição tem que ser maior; foi isso que Ansel Adams fez. A Lua encontra-se deslocada para a esquerda, localizada no terço do meio. Os terços superiores apresentam apenas o céu escuro. Nos inferiores e centrais, verificamos borrões de nuvens se movimentando - evidência do tempo longo de exposição. As poucas casas no meio da escuridão encontram-se iluminadas e há árvores bem texturizadas junto às casas. A foto transmite uma sensação de isolamento e calmaria. A luz que ilumina menos da metade da foto, faz com que essa transmita a sensação do isolamento, em meio à imensidão negra do céu.
--Viviane Mieko Ito 15:53, 9 Dezembro 2007 (PST)