Anatomia da letra
Luciana Penas da Silva
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[editar] Introdução
Os tipos caracterizam movimentos culturais e suas épocas. As tipografias são utilizadas desde o início da escrita e elas priorizam fundamentalmente questões técnicas, além da estética e econômica. Para que pudesse ser estudada e aprimorada ao longo dos anos a tipografia se modificou e seus elementos precisaram ganhar nomes para o aprimoramento tipográfico. Os elementos principais, os secundários, os que podem ser modificados, aqueles que caracterizam cada letra e, portanto, não podem ser mudados, todos receberam nomes e caracterizam a anatomia das letras. Vários são os elementos que compõem uma letra, a maioria deles são necessários(haste, barra, terminal) para a formação de um tipo, porém existem alguns que são quase acessórios, como por exemplo a serifa.
[editar] Linhas
Para facilitar a escrita existem as linhas imaginárias que são as chamadas: ascendente, de base, descendente, da caixa-alta e altura-de-x. Duas fontes de mesmo tamanho podem parecer maior ou menor, pois a altura é dada pela linha que vai da caixa-alta até a descendente e não pela altura-de-x. São a partir destas linhas que os caracteres são oticamente alinhados.
[editar] Anatomia
As características das letras ajudam a dar unidade às fontes e famílias de letras como, por exemplo, uso de serifas, a similaridade de um ápice, os contornos grossos ou finos, assim como o tamanho da altura-de-x, tamanhos de ascendentes e descendentes, o eixo. As famílias de letras são conjuntos de fontes que possuem em comum determinadas características. Um exemplo é a família de fontes bastões e a principal caraterística delas é não ter serifa.
Haste: é a barra vertical das letras ou então a diagonal do N.
Barra: é o traço horizontal (A, E).
Cauda: é a parte da letra que se prolonga até a linha descendente (j, y).
Terminal: parte final da letra em semi-círculo (não é serifa) como em r,f,c. Pode ter formato de lágrima, bola ou bico.
Serifa: é um pequeno prolongamento no final das hastes dos caracteres.
Ápice: São os picos em formato de triângulo das letras A,V,W.
Braço: prolongamento horizontal que não toca a haste em um ou nos dois lados (T, E).
Perna: é a linha diagonal das letras r e k.
Junção: união entre a letra e a serifa.
Orelha: só existe na letra g, é o pequeno prolongamento na parte superior das fontes romanas.
Counter: É o espaço interno das letras, pode ser aberto ou fechado.
Barriga: forma curva das letras como b, d, R.
Espinha: curvatura da letra s.
Espora: pequena projeção menor do que a serifa como na letra G
[editar] Eixo
O chamado eixo (axis, stress) é a inclinação características de algumas letras. Como mostrada na imagem existem o eixo humanista (em referência ao Renascimento) e o vertical (racionalista) ou a letra pode não ter eixo.
[editar] Espaçamento e Kerning
Além da letra propriamente dita para se ter visibilidade o espaçamento e o kerning são muito importantes. O espaçamento é o espaço entre os caracteres e é preciso entender que uma letra não é vista individualmente, mas sim em um contexto, além do espaçamento interno também é necessário o espaçamento externo. O kerning é quando um caractere invade o espaço de outra, isto acontece muito em fontes itálicas, vírgulas, as letras A, V, T e elas necessitam de um espaçamento especial, diferente do restante da fonte.
[editar] Aplicação em Design
A anatomia da letra pode ser modificada para melhorar (ou às vezes piorar) o design. São estas modificações que permitem a criação de fontes mais artísticas ou até mesmo recursos que facilitam a leitura. As fontes serifadas, por exemplo facilitam a leitura em papeis, sendo as mais indicadas para livros.
Em vários casos são modificadas terminais ou braços para adequar à intenção pretendida (em um trabalho clássico ou algo mais informal).
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Já fontes mais artísticas não costumam ter muita preocupação com a legibilidade como no exemplo a seguir.
[editar] Glossário
Kerning: espaçamento especial para letras que não coincide com o resto da fonte, ex:AV.
Serifa: pequeno prolongamento no final das hastes dos caracteres.
[editar] Referências Bibliográficas
CARTER, R., DAY, B., MEGGS, P.Typographic Design: Form and Communication 4th ed. New York: Van Nostrand Reinhold, 2006.
LUPTON, E. Thinking with Type: A Critical Guide for Designers, Writers, Editors and Students New York: Princeton Architectural Press, 2004.
ROCHA, C. Projeto Tipográfico: Análise e Produção de Fontes Digitais 3ªEd. São paulo: Rosari, 2006.
Letras e tipos, Disponível em: <http://rickardo.com.br/prodgraf/arquivos/LetrasTiposTexto.zip>, Acesso em 29 de maio de 2011.