Ana Luiza Decloedt

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Tabela de conteúdo

[editar] PRODUÇÃO GRÁFICA

[editar] Leitura de imagem - critérios

[editar] Anúncio

Anuncio2.jpg

(Anúncio da GAPA/BS - Grupo de Assistência e Prevenção da AIDS - na campanha Proteja-se. Agência J. W. Thompson.)

  • Harmonia

As luzes da imagem diminuem o contraste do contorno do corpo com o fundo, e a modelo, de pele clara e calcinha branca, aumentam o contraste da aranha: preta, o primeiro foco de atenção. A cor da camisinha no canto inferior direito também se destaca, por ser um pouco mais escura que o resto da imagem. As letras logo em baixo, em branco, também garantem o destaque dos dois focos. Mas a mensagem do anúncio só ganha sentido graças a presença da modelo e de seu enquadramento, sem o qual os dois elementos que ganham destaque não fariam sentido juntos.

  • Equilíbrio

Pela seqüência de leitura ocidental a primeira coisa perceptível é o corpo da mulher, e acompanhando-o chegamos a aranha e dela finaliza-se com a camisinha e a mensagem no canto inferior “Proteja-se”, junto a assinatura do anunciante. Forma-se então uma seqüência de leitura coerente. A contextualização, o conflito e o desfecho. As cores da aranha e da camisinha quebram as cores claras da calcinha, do fundo e da modelo, não deixando a imagem muito clara. A pequena assinatura (possivelmente da agência de propaganda) no canto superior esquerdo evita que a concentração apenas na metade direita da imagem, se contrapondo a mensagem no canto inferior direito. Porém, há uma quebra de equilíbrio e harmonia cognitiva: a aranha está num lugar em que não devia e traz uma sensação oposta a sensação que a modelo traz (prazer X agonia), dicotomia que produz a mensagem no anúncio.

  • Figura/ Fundo e Contraste

Pelo contraste de cores e pelo foco a imagem deixa os dois principais elementos mais aparentes: a aranha e a camisinha, construindo a mensagem do cartaz. O corpo da modelo não atem o contorno bem definido por causa da luz, e isso diminui a atenção sobre ele.

  • Ênfase e Hierarquia

Os elementos mais importantes são os que têm o melhor foco, mas a cor da aranha em relação à calcinha e a pele da modelo lhe garante maior ênfase, construindo a ordem de leitura e a mensagem do cartaz. Porém, o local em que foi colocada a assinatura da agência, a coloca no início da mensagem, quando preferivelmente deve ria estar no final.

  • Formas e Camadas

Formas simples e poucas camadas, aumentando a ênfase nos elementos em foco.

  • Fluxo ou Ritmo

A aranha quebra o fluxo criado pelas curvas do corpo da modelo, chocando e causando estranheza.

[editar] Cartaz

Cartaz2.jpg

(Cartaz do filme "O Senhor ds Armas")

  • Harmonia

O ator está muito chamativo cartaz por seu enquadramento, sobrepondo-se ao fundo. Mas a presença dos demais elementos suavizam essa diferença, e contextualizam o personagem. O cartaz se assemelha a um retrato. O fundo branco aumenta o contraste com os elementos que formam a imagem, permitindo-nos enxergar cada uma das balas, formando uma espécie de mosaico. Mas um fundo branco apenas não traria nenhuma mensagem, seria uma foto três por quatro. Com o título, subtítulo e os créditos a imagem ganha um contexto. As principais palavras do título são maiores, mas precisam das junções e dos subtítulos para que não se sobreponha a imagem do ator, amenizando a sua força. Os créditos do filme também evitam que a imagem do Nicolas Cage se sobreponha ao título.

  • Equilíbrio

O posicionamento dos elementos fazem com que se percorra todo o espaço com os olhos. Somente a imagem de Nicolas Cage é muito pesada e precisa de mais elementos para quebrarem isso em relação ao fundo sem mensagem. Os créditos do filme emoldurando-o fazem isso e também quebram a sensação de “foto 3X4” e faz com que ela pareça mais um retrato, o que seria a temática do filme: retratar a vida de um traficante de armas. Além disso, o movimento ascendente diminui o peso de toda a imagem e deixa o personagem mais altivo, realizando um movimento circular: os títulos na horizontal deixam a imagem pesada com um movimento inferior, mas os reditos na vertical revertem esse movimento fazendo a atenção retornar ao topo, num movimento circular (Ator – Título – Créditos – Ator). Toda a presença do personagem no inferior do cartaz (para baixo) diminui com o texto (para cima).

  • Figura / Fundo e Contraste

Pelo fundo ser completamente vazio, quase todos os elementos se destacam. Mas esse fundo melhora o contraste com as balas que formam a imagem do ator, tornando-as mais perceptíveis.

  • Ênfase e Hierarquia

A imagem do ator num fundo branco chama mais atenção, e logo depois o texto, sendo que a hierarquia se expressa pelo tamanho das letras. As palavras com fonte maior (“Lord” e”War”) dão mais ênfase a imagem, repetindo a idéia de um homem e aramas.

  • Formas e Camadas

Por não ter muitas camadas, as balas da imagem ficam mais aparentes, além da imagem no geral ficar mais chocantes (praticamente uma foto 3x4).

  • Fluxo ou Ritmo

O posicionamento das balas do cabelo do Nicolas Cage apontam para o título, indicando o caminho da leitura.

[editar] Fotografia

Foto1.jpg

(Ansel Adams - Bridalveil Fall.)

  • Harmonia

A cachoeira é o elemento mais chamativo da imagem e o diferencial da paisagem. Porém, o formato da parede de montanhas deixa a queda de água mais intensa. O céu na parte superior, delineia o penhasco, além de fazê-lo parecer bem alto, capaz de se colocar a sua frente (efeito do enquadramento). A luz permite ver o relevo da montanha, dando-lhe volume e profundidade. As árvores na parte inferior da imagem servem de referência para comparar com as árvores que estão no topo do penhasco, dando a noção de distância e profundidade. Essas árvores também escondem o “fim” da cachoeira, dando a impressão que ela seja muito alta. Isso é intensificado pela água que se espalha pelo ar na parte inferior atrás das árvores, parecendo uma fumaça. Também contribui para o penhasco parecer mais alto (movimento ascendente). As árvores com o sentido ascendente contrastam com a cachoeira e no ponto em que elas se encontram (na imagem) parece que existe um grande choque, ponto também em que a fumaça começa a aparecer.

  • Equilíbrio

O relevo da montanha contrasta com o movimento da água, ressaltando ambos, além da cor da água evitar que a imagem fique muito escura, e vice-versa. O céu também evita que a imagem fique muito escura. Isso deixa o movimento da água mais intenso. As árvores também parecem contribuir com o penhasco no sentido contrário ao da cachoeira, empurrando o olhar para cima.

  • Figura/ Fundo e Contraste

O contraste entre as cores da montanha e da cachoeira permite o destaque desta última. A sombra nas árvores aumenta o destaque para a cachoeira.

  • Ênfase e Hierarquia

Por ser o elemento mais claro dentre os demais e por ser o único a ter um movimento aparente, a cachoeira é o que mais se destaca. O tamanho da montanha a coloca em segundo lugar, vindo então as árvores, que estão mais a frente, e por último o céu.

  • Formas e Camadas

A forma da cachoeira, instável, sem regularidade, em contraste com a montanha, com traços mais rígidos, lhe garantem um movimento muito rápido, pelo contraste entre a natureza dos dois. As árvores a frente se tornam um parâmetro de comparação com as árvores ao fundo, dando uma dimensão da altura da cachoeira. Além disso, ela começa a se desfazer no meio e não vemos o seu fim.

  • Fluxo Ritmo

A forma da cachoeira em contraste com o formato das rochas, deixam o fluxo da água mais intenso e violento.

[editar] Quadro de Artes Plásticas

Guernica.jpg

(Pablo Picasso - Guernica)

  • Harmonia

As mulheres ao lado do cavalo quebram a atenção que ele atrai e permitem enxergar o resto da obra, principalmente o homem que está abaixo do cavalo. A mulher mais acima bloqueia boa parte da luz que atingiria a que está mais embaixo, dando contraste para que ela apareça. A parede branca também contrasta com toda a imagem, dando-lhe mais luminosidade. Além disso, os elementos em torno do cavalo sobre o homem contextualizam a situação. Tirar os elementos modifica a mensagem da imagem.

  • Equilíbrio

A mulher com a criança evita um buraco vazio na imagem que o deixaria muito pesado do lado direito, o mesmo em relação ao homem do lado direito. A presença desses dois elementos distribui a atenção por toda a tela, tornando a parte inferior mais aparente. Caso contrário, toda a atenção se voltaria para a parte superior no centro da tela, pois aquele conjunto forma um triângulo. As duas mulheres à direita ao lado do cavalo também quebram a atenção que este atrai, permitindo enxergar o homem que está abaixo dele.

[editar] Iluminura

Iluminura5.jpg

  • Harmonia

O principal contraste das iluminuras é com a fonte da página, uma letra muito forte e pesada. A presença das imagens acaba, porém, desviando a atenção do texto, mas as três barras e os animais e flores em toda a volta do texto, o destaca novamente. É como uma moldura que o deixa mais aparente, já que o formato das letras é bem pesado. Além disso, deixa a página menos banal. As letras e as barras no meio do texto ajudam a justificar, preenchendo os espaços que ficariam vazios.

  • Equilíbrio

As ilustrações à esquerda se equilibram com o texto que está todo para a direita. As imagens na parte inferior medem forças com a imagem no meio do texto, evitando que a atenção se volte completamente para ela e o texto fique desapercebido. O mesmo acontece entre o ser entre as colunas do texto na parte superior e a imagem no meio. A barra ao final de cada sentença diminui a atenção sobre a letra que as inicia. O movimento dos “galhos” e das roupas, circular, suaviza o formato duro e pesado da letra.

[editar] Mosaico

Img084.jpg

(A Imperatriz Teodora e sua comitiva (546/548)- Mosaico do presbitério de S. Vitale, Ravena.)

  • Harmonia

A imagem não tem muita profundidade, mas trabalha com texturas, principalmente com o movimento do tecido, com peças mais escuras e mais claras. A mistura de peças de cores diferentes também cria uma gradação de cores e variação de luminosidade. A presença das pessoas torna a mulher mais imponente e importante, por estar a frente e usar a roupa mais luxuosa, além da coroa.

  • Equilíbrio

As cores predominantes são o branco, o preto e o amarelo-laranja. O chão e paredes verde-azul, além das cortinas e da água no chamariz e da roupa de uma das pessoas, se equilibram com essa predominância. Os elementos em torno do grupo acrescentam dinamicidade e um contexto para a imagem, pois as pessoas estão numa posição rígida.

[editar] Sumie

Sumi-e2.jpg

(Tôshûsai Sharaku)

  • Harmonia

O homem em pé faz com que a pessoa sentada pareça mais importante, por ter alguém que a guarda, e mais frágil. Sem a pessoa sentada, o samurai parece triste e cabisbaixo. Mas com ela (ele), o samurai também ganha importância, por da guarda de alguém importante. Um garante importância ao outro. A inscrição do lado direito talvez indique o tipo de relação mantida entre ambos, ou quem eram. O fundo sem informação destaca os detalhes das roupas e, assim, o luxo dos personagens.

  • Equilíbrio

A posição dos três elementos preenchem todo o espaço, horizontalmente, evitando que a imagem fique muito pesada para um lado ou para o outro, e que não haja um vazio. O canto inferior esquerdo se equilibra com o canto superior direito, vazio. Na imagem se formam dois triângulos, um cheio e outro vazio, o segundo se apoiando sobre o primeiro, mais escuro, mas duro, mais estável. A cabeça baixa do samurai diminui sua presença por estar de pé, assim como a postura altiva da pessoa sentada a faz aparecer mesmo estando numa posição mais baixa.

  • Figura/ Fundo e Contraste

O fundo sem elementos deixa os personagens mais aparentes, principalmente pelo preto das roupas, além de garantir que o texto ao lado apareça.

  • Ênfase e Hierarquia

O olhar dos personagens guia para o texto e deste para o homem sentado e então para o samurai, possivelmente a hierarquia social de ambos. O homem sentado também está nop centro da imagem a frente do segundo, enfatizando sua importância.

  • Formas e Camadas

A forma curva das roupas dão uma sensação de tranqüilidade para a imagem, como se os personagens estivessem em paz.

[editar] Caligrafia Oriental (Shodo)

Shodo1.png

(Samurai)

  • Harmonia

As diferentes direções criam contrastes, fazendo com que cada parte seja percebida: há sempre um contraste de sentido. Além disso, a grossura das linhas permite saber o movimento feito para cada uma, que faz o olhar acompanhá-las.

  • Equilíbrio

As linhas tendem a se manter paralelas, evitando “choques” de sentido. Ao mesmo tempo, existem linhas verticais e horizontais, opostos criando equilíbrio. Da mesma forma, a linha no canto superior esquerdo se opõe a linha diagonal que se forma no canto inferior direito. A linha vertical da esquerda parece auxiliar a linha vertical da direita a sustentar as linhas horizontais. As pequenas linhas acima e a direita auxiliam na sustentação das linhas horizontais também.

[editar] Basmala

Basmala1-1.GIF

  • Harmonia

Cada uma das linhas tem que estar presente para que as demais não se sobreponham umas às outras. As linhas verticais dão certa profundidade à imagem, e os pontos também ressaltam os que parecem letras, palavras.

  • Equilíbrio

As linhas verticais e retas quebram o movimento circular das outras linhas, assim como as linhas mais planas no canto inferior direito. As linhas longas se contrapõem às linhas mais frenéticas e pontuais, e vice-versa.

  • Figura/ Fundo e Contraste

Os contrastes se dão nos sentidos das linhas.

  • Ênfase e Hierarquia

A linhas curvas à direita, em maior número que as demais e paralelas atraem mais a atenção, em seguida as três linhas verticais, e então as demais.

  • Formas e Camadas

As linhas curvas suavizam e contrastam com as linhas mais frenéticas, equilibrando a imagem.

  • Fluxo ou ritmo

O fluxo nas linhas curvas é menor que nas mais frenéticas, o que as equilibra. Existe repetição das linhas paralelas.

[editar] Web Site

Havaianas

  • Harmonia

O site utiliza formas simples conseguidas através do contraste de cores, e formas arredondadas que climatizam o site, passando a idéia de leveza, de tranqüilidade. Esses contrastes acabam destacando as cores, e assim, as formas que em sua maioria são pés, animais e flores. Em alguns momentos o contraste de cores complementares é usado para destacar o produto, em que o fundo tem seus desenhos com cores análogas (vermelho, laranja, amarelo) com variações de luminosidade.

  • Equilíbrio

A gradação de cores evita que se criem zonas de choques de cores muito distantes no círculo de cores. As cores quentes transmitem a sensação de verão e ambiente tropical, e as cores frias quebram isso, trazendo a sensação de “relaxar”, a sensação de que com o produto é mais fresco. Também existe o branco, e essa ausência de cor se equilibra com a grande presença, servido de área de descanso, assim como as partes mais escuras (azul escuro e preto) se opõem a grande quantidade de luz dos espaços claros. Como s espaços do site são muitos, em cada um existe uma predominância de cores diferentes, emas mantendo essa tendência de contrastes.


[editar] Designers

[editar] Lester Beall

Nasce em 1903 em Kansas City (EUA). Estudou na Chicago's Lane Technical School e se formou na University of Chicago. Sua carreira de designer começou em 1927. Tinha um escritório em Chicago e um em Nova York. Nas décadas de 1930-40 realzou diversos trabalhos para clientes como Chicago Tribune, Sterling Engraving, The Art Directors Club of New York, Abbott Laboratories e a revista Time. Tinha interesse por fotos, com as quais elaborava peças muito interessantes, além de uma grande habilidade para trabalhar com tipografia. Em 1937 foi o primeiro a realizar uma exposição sozinho de design gráfico no Museu de Arte Moderna de Nova York. Quatro anos após a morte de Beall, em 1973, foi aceito para o Hall da Fama do New York Art Directors Club. Acreditava que a criatividade de um designer era aguçada por sua convivência com outras artes, e mantinha um contato muito forte com o jazz. Um de seus trabalhos mais importantes foram os cartazes para a Administração de Eletrificação Rural do Governo dos Estados Unidos.

        BEAL Rural-cartaz1.jpg BEAL Rural-cartaz2.jpg
                         BEAL Rural-cartaz3.jpg

O que é mais marcante nas peças é a simplicidade. São poucos elementos, mas são fortes. Além disso, com a ausência de muitos elementos ele consegue trabalhar o contraste entre as cores, que são predominantemente vermelho, azul e branco, numa referência óbvia à bandeira americana, apelando para o patriotismo do público. Ele busca convencer os moradores de zonas rurais da importância da eletricidade e das vantagens que ela poderá trazer, sem textos: apenas um título e a assinatura da companhia. Isso torna os cartazes harmoniosos, em que o texto se destaca por ser em pouca quantidade em letras fortes, assim como a imagem que contextualiza o texto, que não se sobrepõe a ela. Ainda assim. O foco se volta para esses títulos. Com exceção da imagem com uma foto, em que se transmite a satisfação daqueles que aderiram. Essa imagem, por ter mais detalhe, utiliza tipos menores para que não haja sobreposições de mensagens e se mantenha a hierarquia: primeiro o título do cartaz, o contexto e a assinatura, sempre na parte inferior. A foto em preto e branco também contribui para o contraste e predominância das cores da bandeira. Até mesmo o formato da cerca se encaixa acompanhando os traços da bandeira, não paralelamente, mas mantém o ritmo da imagem, destacando ainda mais os dois personagens.

BEAL Fortune-abril 1947.jpg

Além de construções simples, sabia combinar diversos elementos como fez com a capa da revista Fortune, edição de abril de 1947, para a British Railways. Utiliza elementos simples e símbolos fortes. O poste deslocado do centro, tornando-o mais interessante, a malha férrea à direita em equilíbrio com o trabalhador da ferrovia. O contraste de cores mantém a hierárquica. Ainda que usando muitos elementos, a manutenção da hierarquia de leitura deixa a imagem agradável e com tom de simplicidade.

BEALL Logo-Doug Seidman.jpg

Também trabalhava com logomarcas, como a da Doug Seidman, trabalhando as letras para criar símbolos fortes, aplicando também cores com alto contraste, o que destaca suas formas.

Fonte de pesquisa: AIGA

[editar] Termos tipográficos

[editar] Miolo

“É o espaço interno de algumas letras do alfabeto. Pode ser fechado, como nas letras a, d, o e b, ou aberto, como nas letras h, n, u e e.” (ROCHA, Claudio. Projeto Tipográfico: análise e produção de fontes digitais. São Paulo: Edições Rosari, 2005.)

[editar] Elementos Gráficos

[editar] Rotogravura

Processo que ganha espaço com Karl Klic a partir de 1860. Com a Rotogravura é possível aplicar diferentes quantidades de tinta no impresso, pela gravação de células em um cilindro revestido com cobre e cromo. A tonalidade é determinada pela profundidade da célula, e depois de gravada no cilindro e revestida com cobre, a imagem recebe uma camada de cromo para aumentar a durabilidade. Assim é um processo com menor desgaste. Mas exige um papel que aceite muitos detalhes. Permite o relevo. Usada na impressão de dinheiro. Tem um alto custo fixo, o da matriz, mas um baixo custo variável. Também não permite modificações de conteúdo, a não ser que se faça uma nova matriz.

[editar] Família Tipográfica

[editar] Garamond

Criado por Claude Garamond em 1550, inspirado na família tipográfica Bembo, criada por Pietro Bembo. Passou por várias interpretações desde então, sendo a primeira feita por Jean Jannon, 60 anos após a morte de Garamond. Algumas reinterpretações, inclusive, foram baseadas nas de Jannon, não no original de Garamond. Dependendo do uso que seria feito, algumas alterações foram feitas nos terminais e serifas.

[editar] FOTOGRAFIA

[editar] Análises

  • Pintor - Courbet [1]
  • Fotógrafo - Irving Penn [2]
  • Verbete - Luz [3]
  • Referencias para fotos: Callebotte, Sebastião Salgado

[editar] Foto Nhé

Foto "nhé" é aquela que tem potencial, mas não é uma boa foto. Geralmente algum pequeno erro tira a empatia da imagem. O conteúdo pode ser perfeito, mas um enquadramento ruim tira toda a graça dela, como as imagens de por do sol que, por mais que se tente, dificilmente conseguirão abranger tudo o que realmente se vê num por do sol real. Sem contar que esse tema é tão usado que quase transforma qualquer foto dele em "nhé", afinal, de que adianta um texto (no caso visual) que vai repetir o que outro texto já disse. Tanto a técnica na hora de obter a imagem quanto a falta de observação podem criar uma foto "nhé". Nem sempre é possível salvar uma fot nhé (lição aprendida da pior forma), então é interessante pensar muito bem antes de apertar o botão: ter certeza que está pegando todos os elementos que transmitem a mensagem que se quer transmitir, se a luz está adequada, etc.

[editar] Top 10

Amizade urbana

A vida no campo

sem título

Pequena Segurança

Procurando...

Verron

preguiça

sem título

A fada da luz

esferas

[editar] Exemplos de planos

DSC 0103.jpg

(Foto: Vitor Zen Tachibana)

Este é um close-up ou primeiro plano, que limita a foto à cabeça e aos ombros da pessoa. Mas a foto consegue trazer outro personagem, deixando clara a situação, mantendo como prioridade a pessoa focada. Esse enquadramento valoriza a expresão e os possíveis pensamentos e sentimentos da pessoa, deixando de lado os acontecimentos gerais.

DSC 0106.jpg

(Foto: Vitor Zen Tachibana)

Este é um plano americano. Apesar de cortar as pernas da pessoa nos joelhos, não acho que isso estrague a foto, pois dá p/ perceber que ele está com as pernas dobradas. A contextualização é dada pela própria roupa do personagem, um lutador de artes marciais. Este plano permite ver a expressão da pessoa, que está num momento de tensão. Por mostrar parte do corpo, também permite ver o porque da expressão: ele está no meio de um ataque. Creio que a imagem perderia expressividade e até coerência se o limite fosse acima dos joelhos, e perderia intensidade se fosse abaixo.

DSC 8413.jpg

(Foto: Vitor Zen Tachibana)

Este enquadramento me deixou em dúvida sobre classificá-lo como plano conjunto ou plano geral, mas por mostrar o chão e também ter espaço para o fundo da imagem prefiro considerá-lo um plano geral. Apesar do fundo não ajudar, até atrapalhar por ser muito feio, gosto da forma que a pessoa foi enquadrada, pois dá para ver toda a espada, mas não dá para ver seus pés e nem o chão logo a frente dele, só ao fundo. Dá para imaginar que o senhor matou alguém, mas a desprocupação em tono dele deixa claro que não (por isso acho que o fundo estraga). Não acho que cortes ou outro enquadramento a melhoraria, mas sim um fundo novo.

[editar] Enquadramento e terços

[4] Acho esta foto legal, tem um ar de mistério, mas o enquadramento não é o melhor, pois o poste está no centro, deixanto a imagem um pouco óbvia. Acredito que se a imagem fosse deslocada para a esquerda, com o poste em um dos terços e dando um pouco mais de espaço para o fundo à direita, a imagem ficaria mais expressiva, mais misteriosa.

[5] Este ponto de vista deixa a imagem chocante, parece que o o prédio não tem fim, que ele acança o céu. Não acho que outro enquadramento deixaria ele interessante, porque é um prédio quadrado e simples. Exatamente por ser tão reto ele dá a sensação de ser tão alto, pois as janelas e os fios (à esquerda) formam linhas ascendentes, direcionando o olhar para cima.


[editar] Pedido/ planejamento

Retrato - À frente de uma janela, uma senhora de perfil em close-up aproxima o seu crochê dos olhos cerrados para conseguir enxergar melhor. O sol que entra pela janela é intenso escurecendo o perfil da senhora, criando um contraste de claro/ escuro. Mas ainda é possível discernir seus traços claramente.

Paisagem - Vê-se uma praia longa, com o mar à direita com a água bastante azul em um dia bastante ensolarado de céu sem nuvens. À esquerda, numa árvore de galhos tortos uma rede de pesca está pendurada. A praia está vazia, somente uma pessoa, muito ao fundo, quase imperceptível, parece olhar o mar.

[editar] Cor aprendida e apreendida

[6] Morgotes são laranjas?

Realmente elas tem o tom laranja, mas sua face não é completamente coberta por apenas um tom. São vários que tendemos a generalizar sob o signo "laranja". Idenpendentemente disso, não podemos deixar de reconhecer isto visualmente, mesmo que a lingua não permita. O próprio olho acaba se acostumando com a cor e elimina os detalhes. É preciso olhar por um certo tempo para perceber que há manchas mais claras e mais escuras, que, na verdade parece que a casca da morgote parece uma imagem impressa: cheia de pontinhos de diferentes tonalidades, laranja, amarelo, marrom.

[7]

A mesma coisa acontece em níveis de observação macros. A melancia, por exemplo, é vermelha. Com certeza, mas do lado de dentro, porque do lado de fora é verde. Ela ainda mescla o branco das fibras no lado de dentro, e tem uma certa gradação na casca (de verde escuro com faixas de verde claro).

[editar] Semana da Pátria

A semana da pátria é uma incógnita na minha vida, é uma semana da folga que a USP me dá. Realmente não vejo nada de especial, às vezes até mesmo na questão histórica. Ela não passa do que eu mostrei nas fotos. Acho que o que melhor as descreve é NHÉ, vazio. O máximo que eu faço para entrar em contato com as festividades é ligar a televisão, que não passou o evento no canal aberto, sendo que gastou alguns milhões para ser realizada (?).

[8]

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[editar] Auto retrato

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Ferramentas pessoais