Amanda Salimon

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Tabela de conteúdo

[editar] Primeira tarefa: Análise das pinturas de Leonardo da Vinci como fotografias

[editar] A Adoração dos Magos (1481-82).

[1] Na pintura, vemos Maria segurando Jesus e, ao seu redor, os Três Reis Magos e mais outras pessoas a adorar o nascimento do Menino Jesus. O posicionamento de Maria, Jesus e os Três Magos forma uma pirâmide, assim como o das pessoas que estão a sua volta. Observando a pintura, notamos uma grande variedade de gestos e movimentos entre as figuras. A maioria das personagens está focada em Maria e em Jesus; outras estão olhando para cima, o que alguns especulam ser a Estrela de Belém. Ao fundo, vemos cavaleiros montados em seus cavalos brigando. Na pintura, temos a impressão de o espaço físico da pacífica Adoração e da briga atrás ser muito grande, fazendo-nos imaginar que tal distância representaria o marco no tempo do nascimento de Cristo.

[editar] A Virgem dos Rochedos, (1483-86).

[2] A título de observação, “a Virgem dos Rochedos” em questão é também apelida de “versão de Paris” - há também a versão de Londres, datada de 1503, a qual foi feita para substituir a primeira versão, quando esta foi vendida. Nessa pintura, temos Virgem Maria juntamente com São João e Jesus Cristo, ambos crianças, e um anjo, todos dentro ou em frente de uma gruta rochosa. Maria, quase no centro da obra, olha com doçura para São João, o qual tem a sua mão direita à volta dos ombros, enquanto que a mão esquerda se eleva como se fosse uma proteção por cima da figura de Jesus. O anjo é provavelmente Uriel e ele olha para fora do quadro com um sorriso calmo, estabelecendo contato com o observador. Os gestos das mãos de todos formam um triângulo: Maria parece abençoar o menino Jesus, interrompida pelo anjo Gabriel, que aponta para João Batista. Dessa forma, as figuras parecem estar interligadas (não só pelos gestos, mas também pelos olhares), e o observador é atraído pelo quadro através da figura do anjo. A luz captada na obra, além das plantas e da água, parecem suavizar a inospitalidade daquele lugar.

[editar] Retrato de uma Desconhecida (La Belle Ferronière), (1490).

[3] Ao batermos o olho na obra, a primeira coisa que nos chama atenção é a sombra do fundo em contraste com a mulher na obra, esse fundo escuro ajuda a dar profundida corpórea. Não só ele, mas também a maneira com que a dama está virada para posar para a pintura, com seu corpo virado levemente para a esquerda (de acordo com quem olha de frente a obra). Ao percebermos o corpo dela um pouco virado, também notamos que a cabeça e os olhos também giram da direita para a esquerda, fazendo com que a obra estática ganhe movimento e uma sensação de vivacidade.

[editar] A Última Ceia, (1495-1498).

[4] Segundo estudiosos de Arte, para esta representação, Leonardo da Vinci pintou a obra como se fosse o momento em que Jesus se senta com os seus discípulos e afirma: “Em verdade vos digo, que um de vós me irá trair” (Mateus 26:21). É fantástico como podemos observar gestos e reações diversas nos discípulos, quando eles tentam demonstrar espanto e horror diante da revelação – alguns levantam-se, outros erguem as mãos. Podemos captar muito da pintura se repararmos nos olhares de cada um. Observando todos os olhos, quem diferencia-se é Judas, apoiado em cima da mesa, chocado, mas ainda assim apontando para a bolsa com o dinheiro que recebeu para trair o Senhor. Além desses detalhes, com as mãos abertas, também notamos que Jesus é desenhado em uma construção piramidal, destacando-se a janela ao fundo. Como observação, notamos uma estranha mão com uma faca, “sobrando” no desenho, ao lado esquerdo de João Batista.

[editar] Retrato de Lisa del Giocondo (Mona Lisa), (1503-1506).

[5] Essa polêmica obra não poderia nos chamar menos atenção, parece que estamos diante de uma pessoa viva. Diante disso, diversas foram as teorias sobre quem era a personagem do retrato, apesar de, atualmente, darmos como sua identidade Lisa del Giocondo, mulher de um comerciante que relacionava-se com amigos da família do pintor. Na pintura, a distância da musa com o observador aumenta a sensação visual, enquanto que a paisagem sugere profundidades espaciais maiores e uma intensidade atmosférica. O sombreado do rosto e das mãos nos dá uma sensação de dimensão muito grande, dando maior vivacidade à personagem. Outro detalhe intrigante na pintura, além dela por inteiro, é o sorriso de Mona Lisa, contido e modesto, muitas vezes relacionado com os sorrisos de Virgem Maria em suas pinturas.


[editar] Segunda Tarefa: fotógrafo Alfred Stieglitz

[editar] The Terminal, New York (1892)

[6] "The Terminal" é uma das mais famosas fotografia de Alfred Stieglitz. Tal fotografia, como pedia a proposta dos Secessionistas, grupo o qual este fotógrafo fez parte, a imagem registra uma enorme quantidade de detalhes (as pessoas, os cavalos, as carruagens, o movimentos de todos eles) e, ainda sim, a obra possui uma qualidade incrível. Por mais que a fotografia esteja repleta de informações, não chega a ser "bagunçada".

[editar] Winter on Fifth Avenue, New York (1893)

[7] Outra de suas mais famosas fotografias, novamente com muitos detalhes, parece mostrar a solidão da cidade no inverno. De acordo com Sontag (1983, p. 87), Alfred Stieglitz permaneceu por três horas, em uma tempoestade de neve, esperando o momento exato para poder tirar essa fotografia.

[editar] Steerage (1907)

[8] Essa fotografia foi tirada quando Stieglitz estava a caminho da Europa de navio e apontou sua câmera para a parte debaixo do navio em que estava. A crítica considera essa foto uma das mais importantes do século XX. Foi a partir dessa foto que o movimento naturalista começou a ganhar força - comeraçam a desistir da ideia de que a fotografia tinha que se parecer com uma pintura e ela passou a ser vista como forma de documento histórico. Nessa fotografia, podemos observar como as pessoas se vestiam e se comportavam.

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