Aline Suelen Martins Farias


				

				

Tabela de conteúdo

[editar] Exemplos de bom e mau design

[editar] Exemplos de bom design

Toda donzela tem um pai que é uma fera

Temos nesse cartaz de cinema um bom exemplo de design. Com um lay out organizado, a peça alcança o seu objetivo de divulgar o filme em questão, contendo as informações necessárias e ainda utilizando o elemento do desenho que caracteriza de forma clara e bonita o assunto do filme. Pelo título ser, de certa forma, uma sátira, o uso do desenho se fez indispensável para tornar a peça mais bem humorada, o nome do filme mais atraente e fácil de ser lembrado.

[1]


Site The Killers

O site da banda The killers também pode ser considerado um exemplo de bom design. Além de ser funcional, contendo todas as informações que um site desse tipo deve conter (fotos, datas de shows, notícias, etc.), ele utiliza da parte gráfica para conceituar a banda e o momento em que ela se encontra. O letreiro luminoso marca a essência da banda, que nasceu em Las Vegas, e o fundo segue o design do CD mais recente , afirmando visualmente quem é o The Killers para os fãs e trazendo uma maior identificação para aqueles que não conhecem a banda muito bem.

[2]

[editar] Exemplos de Mau Design

A Causa Secreta

Em contrapartida dos bons exemplos citados acima, temos esse cartaz de filme. A ilustração de A Causa Secreta acaba levando nosso imaginário para um lado oposta ao do enredo do filme. Seu lay out, a ilustração e as cores urtilizadas nos dão a sensação de que ele se trata de um filme de terror trash. Entretanto, o filme tenta fazer um relato de problemas sociais do Brasil. Assim, o cartaz acaba não comunicando o enredo do filme, levando o público a uma provável decepção.

[3]


--Aline Suelen Martins Farias 19h09min de 6 de Março de 2010 (UTC)

[editar] Análise de peças segundo os tópicos de Design

[editar] Fotografia

[4]

"In Glacier National Park" By Ansel Adams, Montana, 1941.


Harmonia: A foto é um belo exemplo de harmonia, na medida em que traz uma uniformidade no seu conteúdo e na sua cor. Nada briga, tudo é próximo e semelhante, contribuindo para um conteúdo único.

Equilíbrio: As coisas não estão simétricas, mas estão equilibradas. O ângulo em que a foto foi tirada não deixa nenhum elemento sem apoio.

Figura vs. Fundo: O ângulo da foto e sua tonalidade deixam clara a separação entre figura e fundo. Você percebe a diferença entre acena (arbustos em um parque) e os componentes (as folhas destacadas maiores, as menores).

Contraste: Ainda que seja uma foto em PB, é possível diferir visualmente os elementos e os diferentes planos (as folhas maiores dos ramos menores da parte de trás).

Hierarquia e Ênfase: A hierarquia é clara: olhe para a grande folha mais central, vá para as outras folhas menores que são iguais a ela e veja o ambiente em que elas estão.

Forma: As folhas mais destacadas são fáceis de identificar, logo remetem a um lugar frio, ainda mais ambientado por causa da cor cinzenta.

Camada: A foto pega apenas uma parte de uma paisagem que parece ser rica, ainda mais em sua profundidade.

Fluxo e Ritmo: A foto te orienta através de uma pequena amostra de uma paisagem, que é contínua na imagem (as folhas) e na cor (cinza), te levando para a sua atmosfera.

Simplicidade: A foto é direta e simples, conseguindo no destaque de algumas folhas te levar para um lugar específico.

[editar] Basmala

[5]

Harmonia: Os traços que compõem a basmala são harmônicos na sua espessura e em suas formas. Você percebe um único estilo, uma unicidade nos traços.

Equilíbrio: Não há nada totalmente reto, mas é tudo muito equilibrado. Cada traço tem seu lugar, não há nada sobrando.

Figura vs. Fundo: Nada tira o foco da figura, é possível perceber o todo (cena) que ela monta e, a partir daí, como é formada (seus componentes).

Contraste: É fácil enxergar qual é a figura que todos os traços formam, assim como suas partes (as asas, pés, cabeça).

Hierarquia e Ênfase: Ainda que forme uma figura, a basmala tem uma hierarquia clara: o centro da figura, mais voltada para a letra, e os desdobramentos dos traços, que formam a figura. A ênfase está na letra.

Forma: A forma toda é identificável, e o leitor consegue visualizar a caligrafia e os traços que acabam formando a figura. É possível decompor a figura.

Camada: A figura toda sugere. Não é um desenho literal, e a função da basmala é a de ser uma caligrafia que acaba sugerindo um desenho.

Fluxo e Ritmo: A estrutura é continua, há um fluxo uniforme nos traços.

Simplicidade: Visualmente, há vários traços, mas não várias mensagens.

[editar] Caligrafia Asiática

[6]

Harmonia: Os traços que compõem a letra são contínuos, semelhantes, não há dúvida de que são partes de um mesmo todo (uniformes).

Equilíbrio: A letra tem uma finalização embaixo que ajuda a deixar os elementos bem equilibrados. A letra está em pé, totalmente segura e estável.

Figura vs. Fundo: Não há confusão entre os elementos da caligrafia, você consegue separar os elementos e entender o todo também.

Contraste: É visível que um elemento se destaca entre os outros pelo seu tamanho, mas todos têm relação entre si.

Hierarquia e Ênfase: A leitura é claramente guiada de cima para baixo. Não há confusão.

Forma: As formas são específicas e o leitor consegue separá-las e entender suas relações (não dizem coisas diferentes, mas se juntam para dizer uma só).

Camada: Não há um trabalho com a sugestão aqui. Para quem entende a língua, a mensagem é direta e objetiva.

Fluxo e Ritmo: Há um fluxo de leitura estabelecido.

Simplicidade: A caligrafia é direta, basta saber ler seu significado.

[editar] Iluminura

[7]

Harmonia: Há uma repetição nas cores e estilo dos desenhos, mas parece meio exagerado na quantidade de elementos (a letra formada por desenhos, a figura no centro da letra, a moldura com alguns desenhos na borda).

Equilíbrio: As coisas estão equilibradas, cada elemento segura o outro (moldura, letra e desenho).

Figura vs. Fundo: Fora de contexto, não deve ser muito clara a separação entre a letra O do resto, ela pode ser mais um recurso visual atrelado ao desenho. O diálogo entre os elementos não é muito claro.

Contraste: Com o exagero dos elementos, o contraste fica prejudicado. Você se choca um pouco com a quantidade de coisas a observar.

Hierarquia e Ênfase: Há uma pequena confusão de hierarquia entre o desenho e a letra. Não é muito óbvia a relação entre eles, quem está lá em função do outro.

Forma: É fácil perceber as formas e decompor o desenho do fundo. Fora de contesto, a letra talvez não fique evidente.

Camada: A composição é mais simplista e direta, sem sugestão.

Fluxo e Ritmo: Os vários elementos estão em um mesmo ritmo, mas o fluxo entre eles é um pouco confuso.

Simplicidade: A mensagem consegue ser entendida: desenho religioso.

[editar] Mosaico

[8]

Harmonia: Há uma unidade/repetição nas cores e formatos dos componentes. As cores usadas não são próximas e a escolha parece ter sido aleatória, o objetivo era ser colorido, não harmônico.

Equilíbrio: Não há desequilíbrio, as peças se encaixam e a moldura ajuda a dar estabilidade.

Figura vs. Fundo: A construção do mosaico parece ter sido guiada pelo objetivo de ser bonito, não exatamente comunicar uma cena geral. A separação da figura e fundo é quebrada pela moldura. Na parte central, a flor é visível, mas seria melhor eliminar os outros pedaços amarelos que não fazem parte da flor naquele espaço.

Contraste: O contraste é basicamente apoiado na moldura. No resto, não existe contraste pq é um elemento só.

Hierarquia e Ênfase: O seu olhar é atraído pela flor no centro, que é a parte mais trabalhada da peça. O resto é meramente decorativo e é percebido como tal.

Forma: O mosaico é decorativo, e não há nada além disso a se identificar.

Camada: O corte das peças e sua disposição forma a flor no centro, mas é algo mais óbvio do que sugerido.

Fluxo e Ritmo: Há continuidade na peça, você olha para a flor e depois vai para as outras partes mais decorativas. Elas estão em um mesmo ritmo.

Simplicidade: A mensagem é clara: “sou uma peça decorativa”.

[editar] Artes Plásticas

[9]

Jackson Pollock, nº 8 – detalhe, Óleo sobre tela, 1949.

Harmonia: É um belo exemplo de que harmonia não é tranqüilidade, mas unidade. A composição deixa clara que não foi feita em um processo tranqüilo, mas os elementos (cores e “pinceladas”) são contínuos, próximos no seu estilo.

Equilíbrio: Não há estabilidade, mas, aparentemente, era esse o objetivo.

Figura vs. Fundo: A composição do quadro deixa clara todas as cores usadas, como foi cada “pincelada” e como tudo tem relação para formar a cena inteira.

Contraste: As coisas se misturam no quadro, tudo precisa ser visível, qualquer espaço em branco não faria sentido. As cores se contrastam e conferem ao quadro todo uma visibilidade.

Hierarquia e Ênfase: A composição do quadro, as cores e a desordem dos elementos estabelecem e guiam uma leitura. Nele, cada parte é importante para levar ao todo.

Forma: A forma como o quadro foi construído é clara ao “leitor”. As “pinceladas” são marcantes.

Camada: É um bom exemplo de como um sentimento pode ser sugerido num quadro. Cada “pincelada” após a outra, as cores escolhidas te dão um parecer da motivação que levou o pintor a criá-lo.

Fluxo e Ritmo: O quadro tem seu ritmo e fluxo, que não te levam para ua leitura tranqüila, mas para dentro do caos.

Simplicidade: Sem ser literal, é claro na sua mensagem, na sensação que passa.

[editar] Sumi-e

[10]

Harmonia: O desenho é absolutamente uniforme na cor, no estilo, no conteúdo. Os elementos não brigam entre si, são contínuos.

Equilíbrio: Talvez pelo desenho começar do tronco da árvore possa haver uma sensação de que há algo faltando.

Figura vs. Fundo: Há uma clara separação entre figura e fundo, é simples entender a cena toda e seus elementos.

Contraste: Não confusão no desenho, os elementos estão visíveis na medida certa.

Hierarquia e Ênfase: O desenho claramente guia o olhar do leitor (primeiro a árvore, subindo pro céu nebuloso). Há uma hierarquia na paisagem.

Forma: O desenho é bem marcante, fácil de identificar e lembrar, por tratar de coisas tão rotineiras.

Camada: O desenho atiça sua curiosidade para o resto da paisagem e para o lugar do mundo que ela existe.

Fluxo e Ritmo: O desenho tem um ritmo, você sente a atmosfera em que ele se encontra, você percebe que no lugar retratado está ventando. Os traços tembém têm um fluxo contínuio.

Simplicidade: O desenho te passa uma certa sensação, te transporta para aquele lugar.

[editar] Website

[11]

Harmonia: Há uma uniformidade nas cores e na tipografia. As informações estão próximas e montam uma linha contínua.

Equilíbrio: Os componentes do site estão equilibrados. Os componentes mais pesados estão “empilhados”, bem estáveis.

Figura vs. Fundo: O site não é confuso, você enxerga os ícones, a figura ilustrativa. E entende que os elementos têm realção entre si.

Contraste: No site, há o contraste entre a imagem que ilustra o lançamento, assim como os componentes do site que envolvem a marca, os produtos e a interatividade.

Hierarquia e Ênfase: O site é composto levando em conta a hierarquia e a ênfase. Você é logo atraído para a imagem do produto que está sendo lançado. Depois, é guiado para todas as possibilidades de interação, produto e informações que a marca te oferece.

Forma: O site é claro em suas formas: o produto em destaque, grande, os ícones com informações específicas. É tudo fácil de identificar.

Camada: A disposição e o destaque que o site dá para certos componentes da marca trabalham com a sedução, levando o consumidor a certos caminhos.

Fluxo e Ritmo: A navegação é bem guiada, seus olhos são atraídos pela imagem maior, mas também correm pelos ícones com outras informações.

Simplicidade: O site é volumoso na quantidade de informações que contêm, mas é claro ao passar uma imagem da marca sony (moderna e oferece tudo o que você precisa dentro do segmento).

[editar] Anúncio - Ipanema

[12]

Harmonia: A peça nos passa a unidade entre as cores, tipografia. Ela tem um estilo único, até nas cores usadas pela modelo, nada briga. Os elementos são contínuos no seu conteúdo (tudo bem feminino).

Equilíbrio: Tudo está estável, a modelo e até o chinelo estão apoiados.

Figura vs. Fundo: Há facilidade em diferenciar figura e fundo. Este último é bem uniforme e marcante, o que facilita. A relação é clara entre o desenho, a modelo e o produto.

Contraste: As coisas estão bem diferenciadas e bem colocadas no anúncio. O fundo branco ajuda a mensagem a ser mais visível.

Hierarquia e Ênfase: A hierarquia e a ênfase aparecem de forma mais óbvia (da esquerda para a direita, nossa ordem normal de leitura). A modelo colocada em primeiro plano mostra uma ênfase na identificação do público com o produto.

Forma: O anúncio traz formas marcantes: o fundo e o chinelo em um tamanho grande.

Camada: O anúncio traz os elementos de forma óbvia, direta, sem sugestão.

Fluxo e Ritmo: Tem uma estrutura bem básica (produto, seu uso, sua atmosfera) e guia sua leitura por esses elementos. Não há uma continuidade na parte gráfica e na mensagem, há a sensação de que os dois não dialogando bem.

Simplicidade: A peça mostra bem a cara do produto, mas foi simplista demais na composição dos elementos.

[editar] Cartaz

[13]

Harmonia: O estilo, cor e tipografia são bem uniformes. O cartaz te passa um visual único, mas a mensagem não parece ter proximidade com a parte gráfica.

Equilíbrio: A parte visual é equilibrada, estável. As palavras estão apoiadas e cumprem seu espaço no desenho.

Figura vs. Fundo: Há uma clara separação entre figura e fundo. Num primeiro momento, pode ser um pouco difícil separar os nomes das bandas dentro do desenho.

Contraste: Não há contraste muito forte entre as informações escritas, principalmente na parte das bandas, que formam o corpo do tigre.

Hierarquia e Ênfase: A sua leitura é guiada: você vê a cabeça do tigre (conhece o desenho pretendido), é levado para o corpo com os nomes das bandas e depois para s outras informações (dia do show, local). A hierarquia visual segue a hierarquia das informações.

Forma: As formas são muito bem feitas, é possível decompor o tigre com as palavras. O todo é marcante.

Camada: O tigre é ao mesmo tempo óbvio (cabeça) e sugerido (corpo).

Fluxo e Ritmo: Há um ritmo na leitura das palavras e informações, há continuidade na mensagem. A parte gráfica também tem seu fluxo, que acompanha a leitura.

Simplicidade: Na leitura, você sabe do que o cartaz se trata. Mas não há uma clareza na relação das informações e do desenho do tigre.

--Aline Suelen Martins Farias 02h48min de 3 de Abril de 2010 (UTC)

[editar] Análise dos Designers

[editar] Cassandre

A. M. Cassandre, é o pseudônimo usado pelo franco-ucraniano Adolphe Jean-Marie Mouron. Nascido de pais franceses, no dia 20 de Janeiro de 1901 na Ucrânia, o pintor e designer ficou bastante conhecido pelos seus pôsteres publicitários e fontes tipográficas. Criou as fontes Bifur (1929), Noir (1930) e Peignot (1934/36), esta última em homenagem ao seu amigo Charles Peignot. Ela também se aventurava na criação de roupas e cenários para teatro. Totalmente inserido no mundo das artes, foi apoiado por seus pais, que o enviaram a Paris para estudar na famosa École dês Beaux Arts.

Se tornou mundialmente conhecido principalmente pelos seus pôsteres publicitários, a maioria criados para empresas de viagens de luxo. Seu primeiro trabalho, para a empresa Bucheron Au, em 1923, já marcava um estilo único, o qual ele viria a desenvolver durante toda a sua carreira. Juntamente com Charles Zoupot e Maurice Moyrand, abriu a agência publicitária Alliance Graphique, o que deixava claro como Cassandre era competente na área.

Um dos principais motivos pelo qual o designer foi tão bem sucedido na criação de cartazes foi a clareza ao entender que um cartaz era comunicação. Além de ser bonito esteticamente, o pôster precisava falar ao público, passar uma mensagem, estabelecer uma conexão com aqueles que o viam. Segundo o próprio Cassandre, ele criava esses pôsteres para serem vistos por quem não tentava vê-los, devido à comum indiferença que as pessoas tinham em relação à publicidade nas ruas. Logo, ele entendeu alguns princípios muito básicos do design que são bastante esquecidos: ele deve partir de um objetivo claro e se preocupar com o público.

Suas obras são marcadas pela elegância, característica importante na medida em que seus clientes eram de um ramo da alta sociedade. Outra característica essencial de sua obra era o uso de formas e desenhos absolutamente simples e familiares, mas tratados de forma única e inovadora pra época. Podemos observar isso nos cartazes de viagens da navio, onde tal símbolo era representado de forma dramática, numa perspectiva e enquadramento que davam um ar de imponência e chamavam a atenção do leitor com facilidade. Com isso, ele conseguia dar personalidade a imagens simples, sem parecer estranho ou deixar o leitor confuso.

Uma obra marcante de sua carreira é o cartaz que criou para a empresa Pi Volo Aperitif. Nele, conseguiu retratar uma ave e uma taça de forma fiel e ao mesmo tempo típica dentro do seu estilo. O desenho é feito de modo a retratar bem o vidro e a luz, exibindo as camadas de forma evidente e ainda com os traços geométricos bastante presentes na obra de Cassandre. O designer faz um uso das cores de forma harmoniosa e o conjunto ainda conta com o emprego inteligente da tipografia, que entra em acordo com as formas do desenho. Vemos aí um bom exemplo de harmonia, forma e contraste.

A integração entre o desenho e a tipografia é um traço marcante da obra de Cassandre. È possível estabelecer uma relação estética entre o desenho e a tipografia, que contribuem para tornar as peças harmoniosas. Observamos no cartaz da Normandie que o estilo tipográfico é tão reto e extenso quanto o desenho. No caso do cartaz Lomoso, o estilo um pouco mais futurista do desenho aparece na tipografia. Toda essa proposta de harmonia é arrematada com o uso das cores. Não há briga entre os elementos, é possível perceber uma preocupação com o contraste e um equilíbrio nas cores, onde os pesos se completam e deixam um aspecto final agradável e legível. No cartaz Lomoso, o desenho é feito comuma cor bem clarabe luminosa, contra um fundo escuro. No caso do Pi Volo Aperitif, observa-se o uso de cores escuras para a tipografia e os traços do desnho, contra um fundo claro.

Pode-se notar uma influência artística dos pintores De Chirico e Picasso nas obras do designer. Em relação à De Chirico, é possível observar semelhanças no uso da perspectiva para retratar os desenhos, dando uma sensação de infinitude, assim como o uso da luz. Há também uma semelhança mais geral, no uso de cenários solitários, bem específicos e focados nos objetos. No caso de Picasso, há uma influência nas formas geométricas, no contraste e uso das cores. A pintura de Picasso, Three Musicians Painting (1921) mostra a entrada de Picasso na fase cubista, com o tratamento geométrico dado aos temas.

É possível avaliar a obra de Cassandre como um exemplo no uso da perspectiva e luz nos objetos, o enquadramento impactante, a integração da tipografia com o desenho e o uso harmonioso das cores. Em suas peças, podemos identificar as características que fazem dela um exemplo de bom design, como a harmonia, o equilíbrio, a identificação fácil das formas, o contraste e a passagem de uma mensagem clara. Seu mérito principal foi saber utilizar um formato tão simples (cartaz) como uma peça de comunicação poderosa, eficiente nas mensagens dos clientes e na aplicação e expansão de seu esilo inovador. Não é a toa que seu trabalho se tornou referência no mundo do design e seus cartazes exemplos de boa comunicação.

--Aline Suelen Martins Farias 19h33min de 4 de Julho de 2010 (UTC)

Imagens

Cartaz Normandie: [14] Tema bastante presente na obra de Cassandre e belo exemplo de integração entre o desenho e o estilo tipográfico. O enquadramento do desenho também é uma marca do designer, o qual, com isso, atribui uma certa dramaticidade ao cartaz.

Cartaz Pi Volo Aperitif: [15] Peça clássica de Cassandre, onde traços geométricos e a luz dão um ar inovador aos desenhos. Os efeitos do vidro e da bebida são retratados de forma perfeita.

Cartazes Cassandre: [16] Seleção de cartazes do designer, que mostra uma concisão em seu estilo.

Cartaz LoMoSo: [17] Peça com ares mais futuristas, onde a locomotiva é retratada sem deixar os traços geométricos esquecidos. O uso das cores é importante para o contraste e para a dramaticidade do desenho (uma cor prateada e bem luminosa contra um fundo escuro). A tipografia, mais uma vez, acompanha o tema e o estilo do desenho.

Cartaz Au Bucheron: [18] O primeiro cartaz de Cassandre, onde o aspecto dramático de seus desenhos já se fazia presente.

De Chirico: [19] Obra do pintor italiano De Chirico, cujo estilo artístico é próximo de Cassandre. A perspectiva e a luz sobre os desenhos é semelhante.

Picasso - Three Musicians Paiting (1921): [20] Obra do pintor espanhol que marca sua entrada na faze cubista.

--Aline Suelen Martins Farias 18h31min de 5 de Julho de 2010 (UTC)

[editar] Ikko Tanaka

O designer japonês, Ikko Tanaka, nasceu em 1930 e iniciou sua carreira de designer no jornal Osaka Sansei Shimbu. Em 1963 abriu seu próprio estúdio, na cidade de Tókio. Ele construiu uma carreira de 40 anos, criando projetos gráficos de cartazes, logotipos e identidades visuais, catálogos, calendários, apresentações artísticas, entre outros. Seu sucesso é tão grande, que possui um acervo permanente no Museu de Arte Moderna de NY. Sua obra é marcada por um estilo único, graças às influências artísticas de seu próprio país, numa época em que os designers estavam com seus olhos voltados para as influências ocidentais.

Em suas peças, é possível notar um estilo conciso, um uso característico das formas e cores. O interessante em seu modo de trabalhar é que ele tinha um interesse grande nas idéias e nos temas, e dirigia suas forças no trabalho exaustivo desses aspectos. Usando apenas lápis, papel e tesoura, conseguia obter peças bonitas e marcantes, estando sempre preocupado com a qualidade de produção das mesmas.

No seu estilo, podemos notar o uso de formas geométricas, principalmente as redondas, a fusão de objetos formais com o estilo japonês e a mistura de elementos como o alfabeto romano com os ideogramas chineses. Sua marca pessoal é essa fusão e o aproveitamento desses elementos tão diferentes na sua composição. Podemos encontrar cartazes de Tanaka com o alfabeto regular, colocado na peça de forma horizontal tradicional, assim como a escrita vertical asiática. Seu trabalho também se destaca pelo uso das cores. Ele soube usá-las de forma a obter o contraste desejado, a separação da figura e do fundo e a hierarquia dos elementos. Em seus cartazes preto e branco, o contraste é evidente e as informações têm a ênfase necessária. Quando usa o fundo preto, as cores do desenho são mais luminosas e a escrita em branco garante sua leitura; com o fundo branco as cores são mais fortes e escuras, com a escrita em preto. Podemos notar, então, que havia uma preocupação muito grande no emprego das cores por parte do designer, com a finalidade de garantir um trabalho perfeito em termos estéticos e de comunicação.

A presença de elementos orientais é grande, como as gueixas, e os ideogramas. Sua inovação parte da maneira como trata desses elementos. O uso das formas geométricas para representar a gueixa no cartaz da Print é bem conceitual, mas não chega a ser estranho ao leitor. A composição com o uso de ideogramas verticais e o desenho é bem equilibrado, e parece ter a preocupação com a hierarquia dos elementos (no cartaz laranja, a escrita leva ao desenho, que segura a escrita). O designer também mostrou grande capacidade em trabalhar com a escrita ocidental, como a composição irreverente que propôs para um cartaz voltado à Oscar Niemeyer [21].

A simplicidade com que fazia seus cartazes torna sua obra ainda mais impressionante. O emprego dessas formas geométricas para formar os desenhos, muitas vezes a partir de papel recortado, remete à algumas obras do artista russo Kazimir Malevich (1878-1935). Esse pintor, criador do movimento Suprematismo, empregava formas geométricas de forma abstrata. Temos em algumas de suas obras uma certa semelhança com os princípios estáticos de Tanaka.

Podemos observar na obra de Tanaka um bom exemplo de hierarquia, contraste, e uso das formas. Ele criou uma identidade própria através do design, compondo suas peças com desenhos tradicionais construídos de forma inovadora, o uso das cores contribuindo para o destaque dos elementos e a junção de características ocidentais e orientais, sabendo usar suas particularidades de forma equilibrada. Ele, sem dúvida, sabia partir da ferramentas que tinha, de suas possibilidades, para a idéia e, finalmente, para o desenho.

--Aline Suelen Martins Farias 20h08min de 4 de Julho de 2010 (UTC)

Imagens:

Cartaz: [22] Exemplo de fundo escuro, cores fortes no desenho e letras em branco: elementos com contraste e hierarquizados.

Cartaz: [23] Exemplo do uso de elementos orientais. A composição é pensada a partir das possibilidades dos elementos. Nesse caso, a escrita vertical.

Cartaz Print: [24] Exemplo da inovação de Ikko Tanaka no tratamento os elementos tradicionais (uma gueixa retratada com as formas geométricas). As cores usadas contribuem para o contraste.

Obras de Kazimir Malevich: [25] [26] [27] [28]

Abstração através de formas geométricas. Visual semelhante com algumas obras de Tanaka, que criava algumasimagens conceituais com o uso de formas geométricas.

Cartazes Ikko Tanaka: [29] [30] Uso das formas geométricas. Estilo estético parecido com o de Kazimir Malevich e de sua corrente Suprematista.


--Aline Suelen Martins Farias 18h45min de 5 de Julho de 2010 (UTC)

Referências:

http://tipografos.net/designers/cassandre.html

http://www.adcglobal.org/archive/hof/1972/?id=296

http://ppkehl.multiply.com/photos/album/15

http://veja.abril.com.br/170399/p_148.html

--Aline Suelen Martins Farias 20h08min de 4 de Julho de 2010 (UTC)

--Aline Suelen Martins Farias 22h11min de 5 de Julho de 2010 (UTC)





Whos here now:   Members 0   Guests 0   Bots & Crawlers 1