Alexandre Vaz de Oliveira
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[editar] Sir Anthony van Dyck
[editar] Autorretrato
A corrente dourada dirige o olhar à mão do retratado, que aponta para o girassol, que está virado para a face de Van Dyck, que olha diretamente à pessoa que contempla a pintura. Este autorretrato de Van Dyck retrata um momento de intimidade do artista, que, ironicamente, aparenta ter sido pego de surpresa. A grande flor, a delicadeza com que o homem toca suas pétalas e a forma com que manuseia a fina corrente transmitem a sensibilidade do artista (no quadro e ao pintá-lo).
[editar] Portrait of a Man in Gilt Armor
Van Dyck pintou muitos retratos de aristocratas ao longo de sua carreira artística. Poucos deles mostram um personagem tão prepotente e esnobe quanto este homem. A armadura, seu brilho reluzente, a espada, e os tons de vermelho ao fundo dão a entender o status que o retratado tinha na época, sua importância na pirâmide social. A posição dos braços e da cabeça e a expressão de sua face mostram o quanto o homem ignora a existência de outras pessoas ao seu redor. Tal característica deste homem é tão acentuada na pintura que ele sequer se deu ao trabalho de olhar para o pintor, além disso, sua expressão demonstra impaciência com o trabalho do artista.
[editar] Simson und Dalila
Sansão é claramente o protagonista da cena da obra, pois, além de estar no centro da pintura, todos os olhares convergem para a sua figura. Apesar do porte físico avantajado, Sansão já foi dominado por dois dos homens da obra e está prestes a ser amarrado. O espectador um pouco mais atento notará que, no canto inferior esquerdo da pintura, há uma tesoura com tufos de cabelo que pertenciam a Sansão e que, segundo a história bíblica, davam força ao protagonista. A proximidade da tesoura e dos restos de cabelo a Dalila, a mulher com a qual Sansão se apaixonou e foi traído, sugere que o ato que retirou suas forças foi executado pela própria amada.
[editar] Ralph Gibson
[editar] Foto 1
A primeira impressão que a imagem transmite é de sufocamento e claustrofobia. Entretanto, é curioso o fato de o homem estar indiferente à fumaça que o envolve abraçando-o. A fumaça de tão densa e branca, chega a ser tátil, muito mais tátil que o próprio homem. Indo mais além, é possível inferir que a fumaça, por sua textura, definição e aparente movimento é muito mais viva e ativa que o próprio homem, que é um agente passivo na foto. A fumaça contém toda a vida que o homem não tem, como se a vida do fumante fosse absorvida pela fumaça. Entretanto, o homem é quem produz a fumaça e, portanto, se ele deixar de existir algum dia, a própria fumaça também deixará de existir.
[editar] Foto 2
Uma fotografia digna de qualquer filme de terror. É impressionante como a mão quebra qualquer traço de melancolia que a imagem teria se ela não estivesse ali. A luz do sol que atravessa a porta é a prova de que monstros e seres extraterrestres também saem enquanto o dia está claro. A mão foi captada refletindo a luz que incide nela, dando a impressão de fluorescência, o que instiga a imaginação do espectador acerca da proveniência daquele ser. Tenho a impressão de que o fotógrafo não se atreveria a dar um passo a mais para tirar essa foto, tanto pelo medo que ela gera, quanto pelo enquadramento ideal para as sensações que se pretendia despertar no espectador.
[editar] Foto 3
Quando tento imaginar a relação entre os dois personagens, bebê e violonista, obtenho duas versões. Uma delas é que o violonista toca para distrair a criança, que demonstra entusiasmo levantando a o braço. A outra é que a criança chora desesperadamente por algum motivo, como fome ou sede, mas o violonista está tão concentrado em sua música que ignora o choro, ou o faz propositalmente. A dúvida com relação ao que é sentido pelos dois componentes da fotografia é causada pela omissão de outros elementos que revelem seus estados de espírito. Contudo, é fato que há uma oposição de estados entre extrema tranquilidade e extrema excitação/estresse. Dessa forma, é perfeitamente possível escutar a melodia do violão, enquanto que não se sabe ao certo se há o som do choro ou riso da criança.
[editar] Luz
[editar] Cena do filme "The Karate Kid" (2010)
Neste frame da refilmagem do filme Karatê Kid nota-se que a luz do farol do carro ao fundo é a key light, pois identifica os personagens por meio de suas silhuetas, ou seja, tendo também a função de backlight. Esta fonte de luz também é luz de fundo pois dá contexto à cena, sua ambientação. Em contraposição à intensa luz ao fundo há a luz no sentido oposto, localizada atrás da câmera que grava a cena, uma fonte menos intensa e mais extensa, que dá textura e preenche a imagem dos personagens.
[editar] Planos
[editar] Plano geral
A foto foi considerada como sendo capturada em plano geral pois "Rihanna" não é a protagonista, sendo uma integrante da composição como qualquer um dos demais cartazes.
[editar] Plano americano
"Rihanna está em plano americano pois está retratada a partir dos joelhos. Neste plano todos os elementos que compõem a mulher encontram-se em equilíbrio aos olhos do expectador, como as duas tatuagens, posição das mãos, cabelo, etc.
[editar] Plano médio
Na verdade, esta fotografia não é um bom exemplo de plano médio. Um plano médio ideal, captura o fotografado um pouco acima da cintura, e não um pouco abaixo, como neste caso. Entretanto, em ambos os casos as curvas da cantora são ressaltadas. Talvez elas chamem mais atenção em uma conversa próxima - posição ilustrada por quem capta o plano médio - com a artista, considerando sua pose e vestimenta.
[editar] Primeiro plano
Neste plano a relação com a interlocutora é próxima, até mesmo emocional. Considerando o nível de assédio em relação a esta cantora, um paparazzi só conseguiria tal enquadramento usando o zoom, ou fotografando uma imagem, como foi feito. Independente da forma como tenha sido obtida, a expressão emotiva da foto é mais intensa e mais facilmente percebida.
[editar] Plano de detalhe
Certamente esta é uma posição incomum de mãos, a qual provavelmente não foi feito voluntariamente, o que leva a pensar que a pessoa está sentindo uma sensação muito intensa. Os detalhes como as unhas grandes e a pulseira dão um ar de glamour à foto e à sua dona.
[editar] Planejamento
[editar] Rascunho e execução
Minha intenção era transmitir uma sensação de equilíbrio e simetria entre os elementos da foto, de forma que a cabeça do modelo fosse análoga à caixa de som maior. Tal analogia pode ir além da posição na fotografia, mas também na capacidade que ambos tem de emitir som em alto volume. Procurei posicionar os elementos de maneira que cada um dos 4 objetos coincidisse com os pontos de interseção das linhas imaginárias que dividem a foto em terços. A key light está à esquerda, pois se estivesse à direita a caixa de som ao lado faria uma sombra indesejável sobre o rosto do modelo.
[editar] Produção gráfica
[editar] Composições
O produto Aquarius Fresh sofreu uma mudança em sua identidade visual no ano de 2009, que a meu ver, foi muito positiva. A seguir apontam-se os elementos da gramática visual de cada rótulo:
[editar] Antiga composição
Harmonia: A diferença de fontes e perspectivas entre as palavras "Aquarius" e Fresh" incomoda o olhar. A estética do termo "Aquarius" é sofisticada, enquanto a de "Fresh" é descontraída. Qual o posicionamento do produto?
Equilíbrio: O grande e pesado retângulo preto está acima de tudo no rótulo.
Figura e Fundo: O termo "Fresh" tem muito mais destaque que o outro nome da marca ("Aquarius"), o termo foi grafado em 3 dimensões, enquanto "Aquarius" está chapado ao fundo.
Hierarquia: O que é mais importante? "Aquarius" ou "Fresh"? Há um conflito de hierarquias, pois estão representados e destacados de maneiras distintas, quando na verdade deveriam ser complementares.
Formas: A embalagem é "gorda" - não condiz com a leveza do produto.
Camadas: Deveriam ajudar a entender a hierarquia, mas as sombras e diferenças de tamanho de fonte só confundem o leitor.
Fluxo/Ritmo: A direção da escrita do termo "Fresh" faz com que a informação "Zero açúcar" fique ainda mais perdida.
Simplicidade: Há uma verdadeira bagunça de linhas retas e curvas de diferentes tios.
[editar] Nova composição
Harmonia: Todos os textos estão no mesmo sentido, assim como as formas.
Equilíbrio: Os tons escuros não representam peso, na verdade auxiliam na diferenciação de camadas.
Figura e Fundo: Bem definidos. As figuras não entram em conflito entre si nem com os textos.
Hierarquia: Diferentemente da embalagem anterior. Os elementos mais importantes estão em tamanho maior.
Formas: A embalagem e as figuras do rótulo são longilíneas. A fonte do texto é tem baixa espessura, reafirmando a proposta do produto.
Camadas: os tons mais claros ou mais escuros das figuras delimitam as camadas.
Fluxo/Ritmo: A leitura acontece da base do produto para o topo, podendo dar a impressão de que as palavras estão se elevando, tamanha a leveza.
Simplicidade: Não há pirotecnia de efeitos de luz e sombra. O número pequeno de fontes e cores e a disposição organizada dos elementos faz da simplicidade algo agradável de se ver/ler.












