A. M. Cassandre

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

A.M. Cassandre (1901-1968) é um famoso designer acostumado a combinar cores e elementos de forma interessante, em peças publicitárias como cartazes e capas de livros.

Extremamente conhecido pelo seu cartaz mais famoso Normandie (1935), Cassandre se destacou por retratar navios, caracterizados pela grandeza e imponência. A forma com que o navio “avança” e “salta” para fora da imagem é que sugere essa imponência e resistência do meio de transporte.

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É interessante ressaltar a elegância de seus traços e desenhos. Podemos perceber que em suas obras prevalece a presença de formas geométricas, sejam elas abstraídas ou em sua forma mais pura. Ao dispor elementos, ele parecia prezar pelo apoio em guias como retas horizontais, verticais, diagonais, círculos ou triângulos para suas composições, ou seja, fazia bastante uso da geometria. No pôster abaixo, por exemplo, desenhado para o jornal de Paris L’IntransigeantL’Intransigeant (1925), podemos notar esse método ao observar os traços e a presença de retas não só nos elementos ao redor da face, mas também nela própria.


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Outra coisa interessante a ser percebida neste pôster é que, apesar do rigoroso respeito à geometria, ele passa certa fluidez e fluxo através das linhas que ‘saem’ de um mesmo ponto da face, e se ‘abrem’ como se saltassem para fora da imagem. Aliado a isso, o rosto está de perfil, com a expressão toda voltada para o lado direito (contrário a direção das linhas).


Cassandre também ficou conhecido pelos seus trabalhos como tipógrafo. Ele chegou a criar 3 fontes tipográficas (Bifur (1929), Noir (1930) e Piegnot (1934)). Dava grande importância a tipografia, pois acreditava que ela era essencial na transmissão de uma mensagem, ação que ele julgava ser essencial na produção de um cartaz ou pôster. Dessa forma, em seus trabalhos as palavras sempre estavam em harmonia com as imagens, completando ou concordando com o todo da obra. Nos exemplos abaixo isso pode ser percebido facilmente:

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Neste pôster, extremamente marcado pela geometria, as letras estão em harmonia com a própria imagem do pássaro. O 'V' lembra o bico do pássaro, o 'p', 'o' e o pingo no 'i' lembram o olho do pássaro, e assim por diante.


Neste outro pôster abaixo, a tipografia está completamente em associação com a obra como um todo. A simplicidade é um elemento que o deixa ainda mais interessante.

cassandre-spidoleine-1931.jpg[4]

A fluidez é criada através do líquido que cai do recipiente, e que diretamente dá origem a uma palavra. Ou seja, tanto a letra quanto a imagem são essenciais na composição do pôster, e é isso que faz com que ele fique mais atrativo aos olhos.



--Monicasayuri 17h01min de 5 de Julho de 2010 (UTC)

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