10~20 famílias tipográficas fundamentais

Repositório de trabalhos de alunos. Conteúdo experimental.

Felipe Martos Toledo

Tabela de conteúdo

[editar] 20 Famílias Tipográficas Fundamentais

As famílias tipográficas (popularmente chamadas de “fontes”) são grupos de caracteres que compartilham entre si determinadas características, como a semelhança no desenho de seu traço. Cada uma das milhares de famílias possui uma história própria, sendo desenvolvidas para uma determinada função, e têm, dentro de si, algumas variações de estilo, peso (negrito, light, etc.), largura e tamanho (corpo). Para serem classificadas como “fundamentais” as famílias descritas abaixo têm uma importância que as distinguem das muitas outras existentes, seja por conta de sua história, por características marcantes ou por sua grande utilização.

[editar] Tipo/ Fonte

Antes de começar a listar as famílias tipográficas, convém esclarecer um ponto: a diferença entre tipo e fonte, dois conceitos que se confundem com família tipográfica.

Tipos são caracteres que compartilham de um mesmo design, com características próprias que os separam dos demais tipos. Quando observamos a letra “a” em Helvetica (fig. 1) e a letra “a” em Garamond (fig. 2), percebemos com um simples olhar características que diferenciam uma da outra.

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Figura 1 - Helvetica - Placa de sinalização do Metrô da Cidade de São Paulo

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Figura 2 - Garamond - Placa de sinalização de trânsito utilizada pelos Parques Nacionais norte-americanos


A palavra fonte (termo vindo do inglês font, que tem como um de seus significados “fundição”), por sua vez, vem da época em que a produção tipográfica de cada caractere era realizada fisicamente, ou seja, em peças de madeira ou metal em um tamanho específico, por meio da fundição. Quando se adquiria um conjunto de peças de mesmo tipo e mesmo tamanho, adquiria-se uma fonte.

Assim, o conjunto de todas as letras, números e demais caracteres produzidos de um tipo e tamanho específico (Garamond tamanho 16, por exemplo) é uma fonte. O tamanho 20 da mesma Garamond é outra fonte e assim por diante.

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Figura 3 - Aqui temos três fontes distintas


Um ótimo exemplo de fonte é a máquina de escrever. Em uma máquina específica, conseguimos escrever somente com um tipo de caractere e em um tamanho específico (o tamanho da letra talhada na peça de metal que bate contra o papel a cada vez que teclamos o botão da máquina). Cada máquina possui, portanto, uma única fonte.

Família tipográfica, por fim, nada mais é do que o conjunto de fontes de um mesmo tipo. A confusão com relação a esses termos começou quando a produção tipográfica começou a ser digitalizada, por meio do computador. Com a digitalização (vetorização), tornou-se possível aumentar ou diminuir o tamanho dos caracteres facilmente e, por vezes, variar seu estilo, peso, largura, etc.. Assim, quando adquirimos hoje um arquivo de Arial, por exemplo, temos vários tamanhos e variações de estilo a disposição no mesmo arquivo (temos o arquivo da família tipográfica), mas por fazermos um paralelo com períodos passados, quando adquiríamos uma fonte, continuamos, muitas vezes, a chamar a família de fonte, apesar de não ser o termo correto.


[editar] Variações dentro de uma família

Passada a explicação sobre os termos, veremos que as variações existentes dentro de uma família podem ser as seguintes : variações no peso (sendo as mais conhecidas light e bold – o nosso “negrito”), variações na largura (condensada, estendida, etc.), variações no estilo (gótico, monoespaçado, cursivo, itálico, etc.) e tamanho (corpo). Normalmente, para deixar uma família com características semelhantes entre seus caracteres, são mantidas as relações de altura das letras e suas proporções.


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Figura 4 - Exemplo - Família Univers: possui variações no estilo (regular/itálico), na largura (condensed/extended/etc.) e no peso (light/bold/etc)


Um problema que atinge as famílias tipográficas é a profusão de nomes, que muitas vezes nos confundem. Isso porque tipos antigos muitas vezes não foram batizados, recebendo nomes diversos mesmo sendo tipos idênticos. Outra razão são as cópias e plágios, que se inspiram em um tipo conhecido e passam a ser nomeados diferentemente. A Helvetica, por exemplo, é copiada com nomes como Vega, Swiss e Geneva, além de ser fonte de inspiração para a Arial, sendo, por vezes, difícil perceber as diferenças (fig. 5), principalmente para leigos. A última razão para a grande quantidade de nomes são os direitos autorais, que obrigam que alguns tipos praticamente idênticos (que sejam feitos por diferentes autores ou fundições) tenham nomes distintos.

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Figura 5 - Diferenças entre Arial e Helvetica

Encontrado em http://ilovetypography.com/2007/10/06/arial-versus-helvetica/


[editar] Lista de Famílias

Na listagem a seguir a divisão feita será entre famílias com serifa [link para verbete sobre serifa] e sem serifa, para conferir maior organização, e não obedecerá ordem alguma de importância ou preferência.

É bom ressaltar que o processo de escolha das famílias tipográficas fundamentais não é algo estático, definitivo, mas sim subjetivo. Portanto, não fique chocado ou bravo caso aquela família que você tanto adora não esteja aqui, pois mesmo procurando por listas em sites ou outros livros, dificilmente encontraremos duas idênticas. Cada pessoa tem sua preferência, seja influenciada por sua profissão ou pela função com que aplica determinados tipos. Dito isto, as 20 famílias tipográficas fundamentais listadas neste caso são:


COM SERIFA

[editar] Baskerville

Família criada em 1757 por John Baskerville, impressor conhecido pelos aperfeiçoamentos feitos sobre as fontes, tintas e prensas existentes em sua época. Quando lançada, suas formas agudas e precisas, com grande contraste, causaram um choque. Talvez por isso ela tenha sido rejeitada em sua época, sendo retomada somente no início do século XX. Sua utilização é primordialmente para títulos e corpo de textos.

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Logotipo da Metropolitan Opera de Nova York

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Logomarca da campanha de Hillary Clinton, candidata às primárias do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos (2008)

[editar] Bodoni

Criada pelo tipógrafo italiano Giambattista Bodoni, por volta de 1767, é considerada uma famosa família de estilo moderna. Possui uma forte tensão vertical e grande contraste entre as linhas finas (praticamente capilares) e as espessas. Sofre críticas por ser considerada, por alguns, como tendo legibilidade razoável – sendo mais legível quando utilizada em impressões maiores e com generosos entrelinhamentos – e elogios por conta de sua beleza e elegância, possuindo muitas reinterpretações recentes, do século XX.

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Logotipo da revista Vogue

[editar] Caslon

Criada por William Caslon, no século XVIII, teve seu desenho inspirado no estilo holandês, popular na época (com minúsculas maiores e serifas mais retas). É um dos tipos de maior prestígio na história, sendo utilizado na Declaração de Independência dos Estados Unidos, possuindo vários redesenhos a partir do desenho original.

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Declaração de Independência dos Estados Unidos

[editar] Centaur

Criada pelo designer norte-americano Bruce Rogers, em 1914, para ser usada pelo departamento gráfico do Metropolitan Museum, em Nova York, em materiais promocionais e legendas das obras expostas. Baseado no tipo romano de Nicolas Jenson (criado em 1469), foi utilizada pela primeira vez comercialmente em um livro de nome Centaur, daí sua denominação.

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[editar] Century

Feita em 1894 por L.B. Benton e T.L. DeVinne, para a revista Century. Possui serifas e traços principais grossos, com pequeno contraste ente as partes grossas e finas. As formas simples e largas das letras a tornam uma letra de boa legibilidade, popular para livros voltados às crianças.

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[editar] Clarendon

Criada em 1845 por Robert Besley e Benjamin Fox, refletem um gênero de tipos vitorianos (que tinham por objetivo “refletir os aspectos francos, impassíveis, insípidos e irrefreáveis do Império Britânico”). É uma fonte de boa legibilidade, possuindo traços grossos, com serifas grossas e quadradas, ligações curvas com a haste da letra, formas claras e objetivas, e pouco contraste entre os traços grossos e finos. É tida como uma família de boa legibilidade, utilizada em corpo de textos casuais e títulos. Em 1953 uma nova versão foi feita pelo designer gráfico e professor Hermann Eidenbenz, diminuindo o peso do tipo e aumentando sua usabilidade.

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Encontrado em: http://idsgn.org/posts/know-your-type-clarendon/

[editar] Courier

Desenhada por Howard Kettler em 1955, para a IBM, a Courier é uma fonte monoespaçada (todas as letras têm o mesmo espaço reservado na palavra, seja um “i” ou um “m”), de serifa egípcia, sendo projetada para ser utilizada em máquinas de escrever, se tornando a família mais popular nas máquinas por 30 anos. Suas “imperfeições” ainda atraem as pessoas, sendo usada atualmente em peças de design, para lembrar de documentos mais antigos, como telegramas.

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[editar] Garamond

Criada pelo francês Claude Garamond por volta de 1530, Seu tipo, de estilo antigo, deixava de lado o aspecto tradicional das letras feitas manualmente, se tornando mais refinadas, precisas e consistentes (fato proporcionado pela utilização do metal na fabricação das letras). Tem moderado contraste entre as linhas finas e grossas, ênfase diagonal e leitura agradável. Sua maior função é servir a corpos de textos, sendo que sua boa legibilidade a permite ser utilizada em longos textos. Foi encomendada pelo rei Francisco I da França para ser usada em uma série de livros. Posteriormente, o tribunal francês a adotou como fonte padrão, o que influenciou a tipografia de toda a Europa, sendo usada quase que de modo exclusivo no continente por 200 anos, monopolizando as indústrias de impressão na França e Itália até o final dos anos 1700.

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[editar] Palatino

Desenhada entre 1948 e 1950, por Hermann Zapf, esta família baseada nas formas clássicas do Renascimento italiano é uma composição muito equilibrada, simples e graciosa, com serifas curtas e robustas. Seu criador considerou que ela seria impressa inicialmente em papéis de baixa qualidade (pós II Guerra Mundial), escolhendo espessuras apropriadas e formas abertas, para obter uma boa legibilidade. O nome desta família é dado em homenagem a Giambattista Palatino, mestre renascentista da caligrafia. É considerado um design clássico, popular e aplicável tanto para textos como para títulos.

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Encontrado em: http://kristenbeasley.com/index.php?/portfolio/typography/

[editar] Times New Roman

Uma das famílias tipográficas de maior sucesso, a Times New Roman foi encomendada pelo jornal inglês The Times a Stanley Morison em 1929, como parte de um projeto de remodelação do jornal londrino, buscando maior legibilidade e economia de espaço. Estreou na edição de 3 de outubro de 1932 e seu nome vem do fato de que o tipo usado anteriormente pelo jornal chamava-se Times Old Roman. É atualmente uma das fontes mais usadas no mundo, muito utilizada em livros e impressos comerciais, além de ser uma dos tipos padrão dos programas editores de texto, como o Microsoft Office Word.

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Primeira aparição da Times New Roman

Retirado de: http://tipografos.net/jornais/times-1932

[editar] Trajan

A criação dessa família tipográfica deve-se à inspiração dos escritos romanos – principalmente os contidos na Coluna de Trajano, monumento romano localizado no Foro Imperial. Tem como uma das suas características a falta de minúsculas (por elas não existirem na Roma Antiga) e as curvas suaves e terminais compridos (pois é inspirada em um alfabeto esculpido na pedra). Diversas versões foram criadas, mas a versão digital mais aclamada é a realizada por Carol Twombly e produzida pela Adobe em 1989. É conhecida por ser largamente utilizada em cartazes de filmes dos mais diversos estilos.

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Inscrições na Coluna de Trajano

Retirado de: Rocha, Cláudio. Projeto Tipográfico – Análise e Produção de Fontes Digitais. Ed. Rosari; São Paulo, 2009, 2ª edição, p. 94


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Poster - Filme Sex And The City

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Poster - Filme Freddy vs Jason

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Poster - Filme O Último Samurai


SEM SERIFA

[editar] Avant Garde

Foi criada por Herb Lubalin em 1970, a partir do logotipo feito em 1967 para a revista Avant Garde, da qual havia sido diretor de arte. É recomendada para palavras isoladas (como títulos), especialmente em letras maiúsculas, e inadequada para leitura de textos mais longos.

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Revista Avant Garde

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Logotipo Rede Globo

[editar] Frutiger

Criada por Adrian Frutiger em 1975, com o objetivo de sinalização do aeroporto Charles de Gaulle (Paris-Roissy). Falta a ela uma estrutura humanista, o que é compensado pela geometria leve, com grande abertura e equilíbrio.

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Logotipo flickr (Frutiger Black)

[editar] Futura

Foi a primeira fonte geométrica sem serifa, simbolizando, no meio tipográfico, a estética modernista daquele momento histórico, além de ser um dos tipos sem serifa mais aceitos atualmente. Desenhada por Paul Renner entre 1924 e 1926 e lançada pela fundição alemã Bauer em 1927, tendo em suas formas simplificadas e acabou se tornando em um dos ícones de uma nova atitude e nova filosofia de design uma das fontes mais harmoniosas e rítmicas já feitas, com proporções graciosas e humanas. Por conta da proporção adequada, ela é indicada a alguns tipos de textos extensos.

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fachada das lojas Louis Vuitton

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Logomarca da franquia Domino's Pizza

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Família tipográfica utilizada na comunicação da Volkswagen desde os anos 1960

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Placa comemorativa deixada na Lua pelos astronautas da Apollo 11

[editar] Gill Sans

A Gill Sans, um dos tipos sem serifa com melhor leitura, foi criada por Eric Gill e editada entre os anos de 1927 e 1930 pela fundição Monotype, para ser usada na empresa de transportes London & Northeastern Railway. Tem letras claras, o que a torna altamente legível, formas humanistas (apesar de quase imperceptível) e geométricas bastante visíveis.

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logomarcas da BBC

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Sinalização do Metrô de Toronto, Canadá

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Logotipo da Benetton

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Logomarca da Tommy Hilfiger

[editar] Helvetica

É a fonte mais popular do mundo. Lançada com o nome Haas Grotesk, foi criada por Max Miedinger e Eduard Hoffman em 1957, para a fundidora de tipos suíça Haas, sendo posteriormente batizada de Helvetica em homenagem à Suíça (Helvetia, em latim). Possui uma grande altura-de-x, letras estreitas e curvas graciosas, fazendo com que tenha um design limpo. Baseada na filosofia da Bauhaus, deixava de lado o estilo individual do designer para se concentrar na transmissão clara e concisa da mensagem pretendida, com boa legibilidade.

Possui numerosas reinterpretações, sendo a mais famosa o tipo Arial, muito usado nos editores de texto modernos. Seu design limpo, que favorece a compreensão lhe deu popularidade extrema, fazendo com que fosse empregada nos mais diversos usos, como em sinalizações (como as do Metrô de São Paulo), embalagens, etiquetas, logotipos (Parmalat, American Airlines, Microsoft, Panasonic, Lufthansa, entre outros), além de ser assunto principal de um documentário, lançado em 2007, chamado Helvetica. Em 1983 a empresa Linotype lançou a Neue Helvetica, uma revisão da original, com o objetivo de aumentar a legibilidade e ajustar o alinhamento e o espaçamento dos caracteres.

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Logomarca do Metrô da Cidade de São Paulo

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Logomarca da American Airlines

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Logotipo da 3M

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Logomarca da Post-it

[editar] Lithos

Criada por Carol Twombly e lançada pela Adobe em 1989. Tem como inspiração inscrições gregas dos séculos V e VI a.C., mas, ao contrário da Trajan (feita pela mesma autora), não é uma releitura fiel. Os caracteres não possuem contraste, já que suas linhas têm todas a mesma espessura, preservando a simplicidade do tipo grego. Além disso, possui inclinações nas letras curvas, evitando a geometrização dos caracteres.

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Capas dos filmes/ livros de Asterix. A Lithos pode ser observada nas palavras "Grande Luta" e "Cleopatra"

[editar] Lucida Sans

Projetada por Kris Holmes e Charles Bigelow em 1985, é parte da maior família tipográfica do mundo (Lucida), que inclui versões com serifa, sem serifa e cursivas As formas fortes e grandes proporções são baseadas nas formas romanas tradicionais. É clara e fácil de ler, mesmo em tamanhos pequenos.

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[editar] Optima

Desenhada por Hermann Zapf em 1958, a partir de estudos que realizou quando esteve na Itália (em Florença), tendo como inspiração inscrições dos anos 1440. É uma fonte humanística e altamente legível; suas formas sem serifa (para substituí-las, deixou as extremidades das letras mais largas e espessas) têm proporções clássicas, desenhadas com base na seção áurea, além de possuir uma suave curvatura em suas hastes. Em 2003 uma revisão foi feita pelo próprio Zapf, realizando algumas correções e acrescentando novas variações, chamando-a de Optima Nova.

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Logomarca utilizada por John McCain, candidato Republicano à presidência dos Estados Unidos (2008)

[editar] Univers

Desenhada por Adrian Frutiger em 1949, quando tinha apenas 21 anos, e produzida pela fundição de tipos francesa Deberny & Peignot, entre 1954 e 1957. A família original tinha 21 variações, sendo preciso criar um código numérico para identificar cada variação. A versão regular recebeu o número 55. Em 1997, foi lançada a Linotype Univers, revisada e ampliada para 63 variações, sob a supervisão do próprio Frutiger.

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Logomarca do Deutsche Bank


[editar] Glossário

Família Tipográfica: Conjunto de fontes de mesmo tipo, que compartilham entre si características em comum.

Fonte: Conjunto de caracteres de tipo e tamanho específico.

Tipo: Caracteres que compartilham de um mesmo design. Pode ter variações no peso, largura e estilo.


[editar] Referências

Adobe. Adobe Fonts. Encontrado em: http://www.adobe.com/type/ Acesso em: 29/05/11

Bringhurst, Robert. Elementos do Estilo Tipográfico. Versão 3.0. São Paulo: Cosac Naify, 2005

Clair, Kate. Manual de Tipografia: a história, as técnicas e a arte / Kate Clair, Cynhtia Busic-Snyder ; Tradução Joaquim da Fonseca – 2ª Ed. – Porto Alegre: Bookman, 2009

Craig, James. Designing With Type – A Basic Course in Typography. New York: Watson-Guptill, 1980, 2ª edição

Linotype. Font Designers. Encontrado em: http://www.linotype.com/29/fontdesigners.html Acesso em: 29/05/11

Radfahrer, Luli. Trajano foi ao cinema (e ainda não voltou). Encontrado em [1] Acesso em: 29/05/11

Rocha, Cláudio. Projeto Tipográfico – Análise e Produção de Fontes Digitais. Ed. Rosari; São Paulo, 2009, 2ª edição

UOL Tecnologia. A história das letras. Encontrado em:http://tecnologia.uol.com.br/album/20080107_fontes_album.jhtm Acesso em: 29/05/11

Youtube. Trajan is a Movie Font. Encontrado em: [2] Acesso em: 29/05/11

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